Homi Danchi. O Brasil que vive no Japão

A comunidade brasileira no Japão é a terceira maior comunidade de trabalhadores estrangeiros residentes no país do Sol Nascente

Quinta, 13 Novembro 2008 00:00

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Valentim R. Fagim - O conjunto habitacional Homi Danchi foi construido em 1975 para os funcionários que trabalhavam nas empresas subsidiárias da Toyota Motors. De entre os 9 mil moradores, 4 mil são brasileiros. Todas as placas são bilíngues português-japonês e há um centro comercial todo ele verde-amarelo.

Uma das coisas que mais atrai a atenção de quem visita o Homi Danchi é o comércio. De olho na clientela brasileira, a "cidade" possui agência de correio, churrascaria, loja de produtos brasileiros, academia, campo de desportos, escola de música, video-clube, padaria, bares, salão de beleza, agência de turismo, supermercado, infantário e escola.

O Brasil e o Japão apresentam uma original troca de emigrantes. Os japoneses chegaram ao Brasil sobretudo no decénio 1920-30. Vinham de um país superpovoado e chegavam a outro necessitado de mão de obra sobretudo nos cafezais. Calcula-se hoje em 1.500.000 os niopo-brasileiros, 75% deles a morar em S. Paulo. A imensa maioria já não fala japonês.

A partir dos anos 80 foi a vez de os brasileiros e brasileiras emigrarem para o Brasil na procura de melhores condições de trabalho. São conhecidos como dekasseguis. Vivem no Japão mais de 300.000 brasileiros em condições legais, a grande maioria trabalhando como operários na indústria. A comunidade brasileira no Japão é a segunda maior fora do Brasil e, por sua vez, é a terceira maior comunidade de trabalhadores estrangeiros residentes no país do Sol Nascente.

Os filhos dos brasileiros são, muitas vezes, isolados nas escolas japonesas por não falarem bem o idioma japonês. Milhares de crianças brasileiras se encontram fora da escola no Japão. Os dekasseguis têm um forte sentimento de "identidade brasileira" e organiza-se para celebrar a sua herança cultural, promovendo festas de carnaval ao som de samba e consumindo comida típica do Brasil.

 

Esta rotulação não está no bairro japonês de S. Paulo mas no brasileiro de Toyota (Aichi), no Japão