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Antoniopinto09
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Enviado: Sexta Jan 23, 2009 3:19 am |
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| Mensagens: 6Registado: Sexta Jan 23, 2009 3:11 am
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Estimados amigos é de louvar como a AGAL tem defendido a nossa língua.
Contudo penso que defendiam muito melhor se aproveitassem o acordo ortográfico que é irreversível, para que o galego reintegrado fosse mesmo reintegrado.
Escrever em português semelhante ao século IXX não tem qualquer utilidade.
Os ditongos nazais (ão; ãos; õe; ões) foram introduzidos na escrita para simbolizar melhor esses sons que curiosamente são reproduzidos com maior intensidade pelos povos do norte de Portugal e da Galiza.
O ano passado Portugal comprou à Galiza mais do doubro do que comprou aos EUA cerca de 2,5 mil milhões de Euros.
Já pensaram que se os sitios da web das empresas galegas estivessem escritos em galego reintegrado e atualizado já conforme o acordo ortográfico o valor que atingiriam os negócios entre a Galiza e Portugal?
Com o uso do galego atualizado na Galiza, entre Portugal e Galiza ficava automaticamente criado um mercado comum. A moeda é a mesma com escrita comum se dava um passo gigante para a Galiza ser nação e não a província galícia. Os mercados do Brasil e Africanos se abriam também à Galiza. Angola está com grande desenvolvimento e precisa de muitas cousas que a Galiza produz.
Só com o galego reintegrado atualizado a causa da recuperação da nossa língua nativa terá sucesso.
É fundamental que a nossa língua nativa seja útil. Temos de ter nas nossas universidades livros, programas informáticos de todas as matérias na nossa língua materna.
Tanto no domínio científico, como no cultural, comercial e em tudo em geral temos de ter ferramentas na nossa língua para os galegos não terem necessidade de recorrer ao castelhano.
A causa do reintegracionismo é vista por muitos como do passado, com o galego atualizado ganhava outra dinâmica e moderna para os dias de hoje.
Para nos opor ao castelhano e ao crioulo castrapo da Rag temos de ter uma escrita com força e útil. No fundo a nossa escrita atual e universal.
Façam uma reflexão amigos reintegracionistas.
A estratégia tem de ser oferecermos uma escrita útil e de dimensão mundial.
A Argentina depois do Uruguai acabou de pôr o galego-português no ensino obrigatório.
As televisões portuguesas serem vistas em canal aberto na Galiza é também fundamental para a recuperação fonética da nossa língua oprimida e influenciada pelo castelhano durante séculos. Em Portugal está previsto que a TDT está disponível em 80% do território em finais de abril e com condições técnicas de fornecer o sinal para a Galiza cobrindo o resto do território português até janeiro de 2010.
É preciso pressionar os políticos na Galiza para não adiarem as transmissões das televisões portuguesas.
Força pela causa da Galiza.
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Heitor
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Enviado: Sexta Jan 23, 2009 8:45 am |
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Mensagens: 1230Registado: Sexta Mar 30, 2007 7:32 am
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Quanta razão leva, meu Sr. Muitos já percebemos que o único futuro para a Galiza como tal só pode vir através do galego-portugues.
Seja muito bem-vindo nestes foros.
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CDurao
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Enviado: Sexta Jan 23, 2009 10:08 am |
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Mensagens: 1584Registado: Sexta Mar 30, 2007 6:42 am
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Bem-vindo a este foro, Antoniopinto09!
A “questão do ão” é uma “causa” pela que, ao longo dos anos, eu e outros temos sido alcunhados de teimudos. Contra vento e maré. membros das Irmandades da Fala da Galiza e Portugal, da Associação de Amizade Galiza-Portugal, e alguns da AGAL, vêm praticando em público a “disciplina do ão” (quando corresponde, vg mão/mãos, nação/nações, catalão/catalães) desde começos dos anos 80 (e em correspondência privada desde fins dos 70).
As IF enviaram, por convite, uma delegação observadora às sessões de debate do Acordo Ortográfico da Ortografia Simplificada no Rio de Janeiro na Academia Brasileira de Letras, em maio de 1986. Formavam parte da delegação observadora J.L. Fontenla, Adela Figueroa e I.A. Estraviz; a “Comissão para a Integração da Língua da Galiza no Acordo da Ortografia Simplificada” fora constituída em 1985 em Ponte Vedra, no IV Encontro Internacional da Língua Galaico-Portuguesa, de 6 a 7 de dezembro de 1985, sob a presidência do prof. Dr Fernando Alves Cristóvão, o prof. Dr Carvalho Calero e o prof. Dr Luís Polanah, do que saiu um acordo pelo que se decidia “que fiquem autorizados os representantes das entidades convocantes do IV Encontro Internacional da Língua Galaico-Portuguesa para promover a constituição de uma Comissão, cuja finalidade seja a de iniciar relações com a Academia das Ciências de Lisboa e a Academia Brasileira de Letras de Rio de Janeiro, para a intervenção na revisão do Acordo Ortográfico”1. Foi Presidente de Honra Ernesto Guerra da Cal (que já participara, como galego, no I Simpósio Lusobrasileiro sobre a Língua Portuguesa Contemporânea na Universidade de Coimbra em 1967, como antes no IV Colóquio Internacional de Estudos Luso-Brasileiros na Baía em 1959), e vice-presidentes J. Marinhas e V. Paz Andrade; secretários A. Brea e A. Gil Hernández; vice-secretários J.L. Fontenla e I.A. Estraviz; membros C. Durão, T. Feliz, A. Figueroa, J.M. Montero Santalha, J. Paz, J.J. Santamaria, X. Vilhar Trilho; assessores Herculano de Carvalho, Amadeu Torres, Rosa Sil Monteiro, Orlanda Marina Correia, F. Soares, Pires Laranjeira, Cristina Mello; foi depois “Comissão para a Integração da Língua da Galiza no Acordo da Ortografia Unificada” (1990), e hoje “Comissão Galega do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa”.
Entre os comunicados das delegações estava este: “As delegações de Angola, Cabo Verde, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, e Brasil ao Encontro de Unificação Ortográfica da Língua Portuguesa, realizado no Rio de Janeiro, na Academia Brasileira de Letras, de 6 a 12 de maio de 1986, agradecem o assíduo comparecimento às suas sessões dos observadores da Galiza, escritor José Luís Fontenla, professora Adela Figueroa e professor Isaac Alonso Estravís, em representação do professor Ernesto Guerra da Cal, bem como do observador da União Latina, professora Rogéria Cruz./ Rio de Janeiro, 12 de maio de 1986”; assinavam, por Angola, a professora Maria Luísa Dolbeth Costa, por Cabo Verde o embaixador Corsino Fortes, por Moçambique o professor Luís Filipe Pereira, por Portugal o professor Manuel Jacinto Nunes, por São Tomé e Príncipe o professor Albertino Homem dos Santos Sequeira Bragança, e pelo Brasil o acadêmico Austregésilo de Athayde.2 E no “Protocolo do Encontro de Unificação Ortográfica da Língua Portuguesa, Rio de Janeiro, de 6 a 12 de maio de 1986”, há ainda esta referência implícita à Galiza: “sem referir em particular outras comunidades que têm na lingua portuguesa seu vernaculo”3.
As IF enviaram uma delegação observadora às sessões de debate do Acordo Ortográfico em Lisboa, em outubro de 1990 na Academia das Ciências de Lisboa, no Salão de reuniões internacionais. J.L. Fontenla e A. Gil Hernández formavam parte da Comissão para a Integração da Língua da Galiza no Acordo da Ortografia Unificada; A. Houaiss assinou (com Nélida Piñon) pelo Brasil, como Secretário da Academia Brasileira de Letras, o comunicado que, em nome dos Estados lusófonos, anunciava o Acordo da Ortografia Unificada de 1990, que rezava: “As delegações de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, S. Tomé e Príncipe e Portugal com a participação de uma delegação de observadores da Galiza, reunidas em Lisboa…”4; na sua Base XI 2° a), o Acordo inclui as palavras galegas “brêtema” e “lôstrego” entre 19 exemplos de proparoxítonas com vogal tónica fechada, introduzidas em sessão de manhã do 11, redigindo o secretário da Academia Brasileira prof. A. Houaiss, e intervindo Malaca Casteleiro, Albertino Bragança, Lindley Cintra, H. Pereira da Rocha, J.L. Fontenla, Costa Ramalho, Tiago Oliveira, Gil Hernández e M. Veiga5.
Hoje existe a Academia Galega da Língua Portuguesa (info em http://www.aglp.net/), que já publicou o seu primeiro Boletim e cuja Comissão de Lexicografia está a preparar um vocabulário de “galeguismos” para a ACL e a ABL, com o intuito de incluí-los em futuros dicionários lusófonos.
[Quando digo “contra vento e maré” não estou a exagerar: todas estas movimentações têm um altíssimo custo pessoal para os seus promotores, enfrentados (sem o buscar) contra toda a aparelhagem do Estado Espanhol na Galiza (à que denomina “Galicia”), sofrendo uma perseguição ferrenha, o banimento de postos do ensino e a administração, e até o exílio]
Carlos
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joam
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Enviado: Sexta Jan 23, 2009 11:57 am |
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Mensagens: 200Registado: Terça Set 30, 2008 12:08 pm
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Ideias para um novo acordo ortográfico no que poda intervir umha representaçom galega com poder decisório e com vontade de que sejam respeitadas as variantes legítimas do nosso idioma em Galiza, do mesmo modo que o som as portuguesas o brasileiras em pé de igualdade:
1- Manutençom em toda a Lusofonia da distinçom gráfica entre verão/capitám (ou capitãm, mudando só umha letra)/ e cançom (ou cançõ), conseqüentemente com a sua realizaçom diversa nas falas galegas e nos restos de falas nom completamente uniformizadas do Norte de Portugal. Isto nom suporia dificuldade para os falantes que nom distingam, já que essa distinçom permanece nos plurais e teria um efeito pedagógico beneficioso para esses falantes, já que contribuiria à manutençom dos plurais originais frente à tendéncia à uniformizaçom em -ões: verões, irmões, aldeões...
Esta é a mudança principal, pero nom a devem fazer as falas galegas, para deixar de distinguir na escrita o que se distingue na fala. Seria como pedir-lhe aos portugueses que deixem de distinguir o "x" do "j" e escrebam "xusto" igual que "xisto2, pero que se afagam a distingui-lo na fala, adaptando-se à normativa RAG, que nom tivo em conta essa diferenciaçom, ainda que exista também em terras de Galiza (na Límia Baixa).
2- Recuperaçom do ç- inicial para respeitar as falas onde se distingue do s- inicial. Norte de Portugal e boa parte de Galiza.
3- Como regra geral, regulamentar o uso das consonantes que se neutralicem nas diferentes variantes do idioma, de maneira que se respeitem os usos das variantes onde nom se neutralicem. Escrever assim: quigem, çapato, fusil, livro, xefe...
4- Eliminaçom da seqüéncia -sc- em palavras como na[s]cer, acre[s]centar, já que nom é conseqüente com a pronúncia na maioria de Galiza. O esse nesses vocábulos é umha reintroduçom desnecessária, já que as formas medievais eram sem "s", como nacer [pronunciado natser, nom nastser]. A pronúncia minoritária (mas a se espalhar polos meios de comunicaçom) e pedante "naxser" é um produto dessa grafia artificial, nom da evoluçom da nossa língua. O mesmo seria num galego que distinguisse a s da ç/c dizer nasther.
5- Abandono do acento circunflexo:
a- Polo inecessário do seu uso sobre a vogal "a", dado que ocorre com regularidade sempre que a vogal vai seguida de nasal.
b- Polas diferenças de uso entre Portugal (António/Antônio) e o Brasil ou entre Portugal e Galiza (tendência/tendéncia), ou entre dialetos dentro desses própios territórios, que geram ou gerariam formas duplas.
c- Pola pouca produtividade da oposiçom fonológica entre vogais abertas e fechadas, reforçada por essa varibilidade dialetal, como assinala a Dra. Mira Mateus ( http://www.iltec.pt/pdf/wpapers/2006-mhmateus-ortografia_portuguesa.pdf, pág.11-12).
d- Pola simplificaçom ortográfica que supõe.
6-Recuperaçom do trema banido polo último Acordo, necessário para distinguir a diferença entre "quente" e "conseqüente", por exemplo
7-Cambiar os finais ões, ães por õis, ãis.
a- Por maior aproximaçom às falas nom só da Lusofonia extragalaica, senom também da Galiza nas terras onde eses plurais contenhem a semivogal: coraçois/coraçõis
b-Em harmonia com os plurais das palavras terminadas em -l, que sofrérom um processo evolutivo similar, com a queda da "l" intervocálica, igual que a "n".
7.2 Também as formas verbais põi, põis (põe, pões) ou em palavras como mãi (mãe)
Os pontos 1, 2, 3 e 4 seriam necessários para umha plena incorporaçom de Galiza na Lusofonia a nivel gráfico.
O ponto 5 seria interessante para evitar formas duplas ou representações que nom sejam ajeitadas à prónúncia galega (como "tendência", que realizamos habitualmente com e aberto)
Os pontos 6 e 7 seriam aperfeiçoamentos do sistema gráfico.
8- Outra proposta (para um futuro utópico, despois de resolver os 7 pontos anteriores  ) seria representar o arquifonema nasal de final de palavra com n, e nom com m. Razões?
a- Em harmonia com ser representado no resto de neutralizações por "n", por exemplo, a final de sílaba no interior das palavras
b- Por descarregar a escrita de traços: é mais cómodo ler um texto com muitos enes a outro com muitos emes: som menos garranchos
c- Em harmonia com o resto de línguas românicas.
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CDurao
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Enviado: Sexta Jan 23, 2009 12:27 pm |
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Mensagens: 1584Registado: Sexta Mar 30, 2007 6:42 am
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Joam: obrigado pelo teu post, que li inteirinho (não há muitas pessoas que tenham a santa paciência de andar com estes "lêrios", e pensam que nós [tu, eu] estamos pouco menos que tolos).
Agora: com o coração na mão che digo, irmão (pace Celso Emílio) que todos esses pontos foram tratados e retratados (...) até à saciedade por muitas, muitas pessoas de alta craveira linguística ao longo dos derradeiros 30 anos (eu não precisei do seu testemunho, mas se queres alguns nomes: Rodrigues Lapa, Guerra da Cal, Carvalho Calero...), e a conclusão incontornável é que estivemos a perder um tempo precioso, desculpa lá, e que todas as nossas formas galegas cabem dentro da grafia do Acordo90, e que hoje estamos noutra etapa da "questione", com a AGLP. Voltar atrás é suicida. Eu não me suicido.
Com a melhor vontade
Carlos (Durão, sei que tenho por aí um tocaio...)
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paulinho
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Enviado: Sexta Jan 23, 2009 1:00 pm |
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| Mensagens: 656Registado: Segunda Mar 17, 2008 12:12 am
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Absolutamente subscrevo a necessidade de arrombar a norma AGAL.
Essa norma tinha a ventagem, no seu día, da pedagogía. Agora já não tem ventagem alguma: já cada qual está na súa trincheira e tem as ideias mais ou menos claras.
No seu día falou-se de ser a norma AGAL apenas uma normativa "ponte". Hoje é o día que não sabemos qual é a beira à que nos leva. Agora não serve a norma AGAL, é muito inexplicável para qualquer utente da língua que não esteja nas nossas brigas, perdão, masturbatórias.
E acrescento aínda um problema: a norma AGAL é empregue por muitos moços independentistas como um simples formulismo, ou formalismo, que já nem sei...
Eu não sou independentista, obrigado. Sem embargo sim sou consciente de ser o galego = português; mesma cousa são. Ah, é que me saíu um ditongo "ou", bem: digo como no lêxico, cousa ou coisa tanto faz, pero do que falamos é de uma norma que já ficou em fóra de jogo posicional.
Por não falar de certos foros, certamente muito cativos, de uma extrema-direita "galeguista" que aceita a norma AGAL como sinal de uma identidade do tipo "coidadinho: galego histórico sim, mas de português, nada"...
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joam
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Enviado: Sexta Jan 23, 2009 4:24 pm |
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Mensagens: 200Registado: Terça Set 30, 2008 12:08 pm
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Ademais de que a ortografia portuguesa é melhorável, como comentei antes (ainda que nom está mal de todo: imaginemos que seguisem a escrever "portugueza", "escriptura", "philosophia" e cousas assim, ou tivessem), nom se adequa às falas galegas totalmente, porque, aparte de outras considerações que aqui se estãm a fazer.
A norma AGAL ou algumha similar nom tem que ser um trânsito para nengum outro objetivo, senom, simplesmente, umha forma ajeitada de refletir a língua de Galiza, devidamente conectada com o resto das formas galego-lusófonas.
Por outra banda, umha mudança para o português padrom seria percebida pola populaçom como umha renúncia do propriamente galego. E nom sem razom, porque nom se estaria a defender a fala de Galiza em pé de igualdade com as de Portugal, Brasil ou as outras.
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joam
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Enviado: Sexta Jan 23, 2009 4:26 pm |
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Mensagens: 200Registado: Terça Set 30, 2008 12:08 pm
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Ficou um "ou tivessem" perdido na minha intervençom anterior, desculpem.
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joam
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Enviado: Sexta Jan 23, 2009 4:36 pm |
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Mensagens: 200Registado: Terça Set 30, 2008 12:08 pm
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(Bom, para nom parecer o rei do anacoluto  , reponho o meu post anterior, corrigido, prescindam do anterior)
Ademais de que a ortografia portuguesa é melhorável, como comentei antes (ainda que nom está mal de todo: imaginemos que seguisem a escrever "portugueza", "escriptura", "philosophia" e cousas assim, ou tivessem triunfado as teses mais fonetistas, eliminando a distinçom entre ch e x ou entre -ss- e ç), nom se adequa às falas galegas totalmente, porque, aparte de outras considerações que aqui se estãm a fazer, de tipo económico ou mesmo anedótito, nom funciona bem em determinados aspeitos mui significativos já comentados (que poderiam resolver-se com utópicas -já o sei- reformas no padrom português, como as comentadas).
A norma AGAL ou algumha similar nom tem que ser um trânsito para nengum outro objetivo, senom, simplesmente, umha forma ajeitada de refletir a língua de Galiza, devidamente conectada com o resto das formas galego-lusófonas.
Por outra banda, umha mudança para o português padrom seria percebida pola populaçom como umha renúncia do propriamente galego. E nom sem razom, porque nom se estaria a defender a fala de Galiza em pé de igualdade com as de Portugal, Brasil ou as outras.
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paulinho
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Enviado: Sexta Jan 23, 2009 10:53 pm |
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| Mensagens: 656Registado: Segunda Mar 17, 2008 12:12 am
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Entendo a filosofía da norma que defendes, pero o problema é para mim um problema de tempos; os que já foram e os que tenhem de ser; a sociedade galega não aceita galego nenhum como próprio, o AGAL desde logo não, o português nem falar e o galego RAG semelha-lhes muito forçado...
Direi-che que o meu finado avó rematou os seus días chamándo-lhe "panceta" ao toucinho e "perros" aos cães.
Quero dizer com isto que os tempos da elite não são os tempos do povo, e os tempos do povo são os tempos dos mass media, d´Os Tonechos, se queres... Em fim, que o estranhamento para a população galega, estamos condenados a produzí-lo se não renunciamos à Realidade que escolhemos defender.
Acho que em "Mátrix" concedíam a possibilidade de escolher a pílula azul e a pílula encarnada; não havía pílula verde, e o caminho da pílula da Verdade produzía vómitos, mareos e desarraigamento.
Não há pílula verde.
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gascon
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Enviado: Sexta Jan 23, 2009 11:36 pm |
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Mensagens: 1015Localizaçom: Perdido no meio do AtlânticoRegistado: Terça Jul 08, 2008 8:14 pm
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Escreveu o Joam acima:
Citar: A norma AGAL ou algumha similar nom tem que ser um trânsito para nengum outro objetivo, senom, simplesmente, umha forma ajeitada de refletir a língua de Galiza, devidamente conectada com o resto das formas galego-lusófonas.
Bom, a língua da Galiza é, infelizmente, nom mais do que um farrapo que está a ser ensujado e redesenhado, polas mans castelanófilas. Por tanto nom há escolha: ou deixa o farrapo nas mans dos que o possuem agora numa tecelagem espanhola ou o tira delas e o mete na tecelagem lusófona. Afinal, o que resulte será uma criaçom nova, pois a cultura que veu nascer o galego está a morrer, em qualquer caso. Daqui a pouco todos os falantes que fiquem terám sido nados fora dessa cultura original. Ou se embute o galego no castelám, tal como se está a fazer (levando-o a um cul-de-sac, isto é claro) ou se embute numa norma culta portuguesa. Isso de tentar de fazer qualquer cousa de original com ele nom tem hipótese nenguma ... se tiver, já o teriam feito os ILG-RAGS, nom acha?
É o medo à realidade, o facto de galego e portugues(es) serem variantes da mesma língua que leva as autoridades linguísticas -consciente e inconscientemente- a espanholizar o galego.
O que eu chamei "a terceira via" (entre reintegracionismo e isolacionismo), penso que nom tem hipótese nenguma. As forças espanholistas som demasiado fortes coma para fazer com que isso seja possível. Vivemos na Matrix, nom há dúvida. Aí suscrivo com o que diz o Paulinho. Ou seguimos a sonhar na bolha ou acordamos no mundo cruel para loitar ...
(desculpem a minha escrita dialectal, é uma licencia, sentimental, que concedo à minha própria ignoráncia)
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isabelrei
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Enviado: Sábado Jan 24, 2009 8:50 am |
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| Mensagens: 3530Localizaçom: CompostelaRegistado: Sexta Mar 30, 2007 8:53 am
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Gascon: para escrever o til nasal ~ avonda com configurar o teclado para português.
Também, com o teclado configurado em inglês ou no que for, podes escrever o til assim:
Control + Alt + 4 + Maiúsculas, tudo pulsado ao mesmo tempo e por esse ordem.
Depois escreves "a" ou "o" e já aparece ã e õ.
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gascon
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Enviado: Sábado Jan 24, 2009 11:37 am |
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Mensagens: 1015Localizaçom: Perdido no meio do AtlânticoRegistado: Terça Jul 08, 2008 8:14 pm
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Obrigado, Isabel, venho de tentar isso das teclas mas nom funciona ...
Eu faço é escrever aqui
http://www.lexilogos.com/clavier/portugues.htm
e despois colo ...
Mas, como posso fazer para "configurar" o meu teclado para português?
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gascon
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Enviado: Sábado Jan 24, 2009 11:57 am |
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Mensagens: 1015Localizaçom: Perdido no meio do AtlânticoRegistado: Terça Jul 08, 2008 8:14 pm
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E com respeito ao título deste fio, "Nação Galiza ...", quereria apontar para a minha opiniom de que a naçom galega nom existe. Existe uma comunidade galega, sim, mas uma naçom nom se pode criar com umas elites de olhos postos noutro pais, e fazendo próprios os referentes culturais desse outro pais. A Galiza, digo eu, será sempre, polo menos a meio prazo, uma regiom periférica. Póde-se mudar, porém, o centro de atraçom dessas elites, de Madrid para Lisboa. Isto já sabemos que salvaria e revitalizaria a cultura e a língua galegas, mas claro, é lusismo radical!
Proclamar a existência da naçom galega, nom sei, nom lhe vejo eu moito senso ... eu diria que há uma comunidade de cultura ibérica original (occidental, nom central ou castelã) a ser amalgamada num molde central basicamente castelám. Digo eu!
Nom há o que cumpre para criar naçom, uma burguesia comercial, industrial ... nom há o peso de naçom para fazer um pais viável (nem vontade para os que estám instalados na naçom espanhola, que som a maioria, ou nom?).
Portanto, para virar esse centro de atracçom para o sul, em vez de para o leste, cumpriria que esse sul fosse mais próspero que esse leste, nom é? Afinal nem questione della lingua nem rem. O que parezer melhor para o bulso (money) e para o próprio prestige manda. As simple as that.
Que acham?
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paulinho
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Enviado: Sábado Jan 24, 2009 3:29 pm |
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| Mensagens: 656Registado: Segunda Mar 17, 2008 12:12 am
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gascon Escreveu: E com respeito ao título deste fio, "Nação Galiza ...", quereria apontar para a minha opiniom de que a naçom galega nom existe. Existe uma comunidade galega, sim, mas uma naçom nom se pode criar com umas elites de olhos postos noutro pais, e fazendo próprios os referentes culturais desse outro pais. A Galiza, digo eu, será sempre, polo menos a meio prazo, uma regiom periférica. Póde-se mudar, porém, o centro de atraçom dessas elites, de Madrid para Lisboa. Isto já sabemos que salvaria e revitalizaria a cultura e a língua galegas, mas claro, é lusismo radical!
Proclamar a existência da naçom galega, nom sei, nom lhe vejo eu moito senso ... eu diria que há uma comunidade de cultura ibérica original (occidental, nom central ou castelã) a ser amalgamada num molde central basicamente castelám. Digo eu!
Nom há o que cumpre para criar naçom, uma burguesia comercial, industrial ... nom há o peso de naçom para fazer um pais viável (nem vontade para os que estám instalados na naçom espanhola, que som a maioria, ou nom?).
Portanto, para virar esse centro de atracçom para o sul, em vez de para o leste, cumpriria que esse sul fosse mais próspero que esse leste, nom é? Afinal nem questione della lingua nem rem. O que parezer melhor para o bulso (money) e para o próprio prestige manda. As simple as that.
Que acham?
Acho certo.
Eu tampouco muitas nações não reconheço, nem me interesso nisso.
Não gostaría que a Galiza ficase independente, nem tampouco que fosse uma região de Portugal.
Uns querem uma Galiza independente, outros falam de uma Galiza em Portugal (Portugaliza), hai-nos que preferem a unidade ibérica e os menos aínda acreditam em Europa como entidade política; eu acho que por cima de tudo o que nos convoca é a existência de uma língua que a temos desfeitinha, e que essa língua é a que se fala em Portugal, Brasi, etc... já o conto o sabemos. Em políticas, homem, eu não estou mal sendo espanhol. Tenho-o dito noutros fíos: vivo baixo a legislação de um Estado como qualquer outra pessoa no mundo, quitado as tribos do Brasil ou certos aborigens da Indonêsia; qualquer Estado é perverso; qualquer legislação de qualquer país européu ocidental é substancialmente análoga.
Basicamente.
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