Pedem-lhes 18 meses de cárcere e 4.800 euros de multa por arrancarem as flores do «L»
O vindouro dia 16 de Novembro será o juízo contra os activistas
Actualizado em (Quinta, 12 Novembro 2009 11:51)
Novo juízo contra defensores da língua galega
PGL - A vindoura segunda-feira, dia 16 de Novembro, terá lugar o juízo contra quatro jovens que em 2005 arrancárom as plantas que formavam a letra «L» de um mosaico de flores à entrada da Corunha, na altura La Coruña para o governo local.
Fôrom denunciados quando ainda era regedor municipal o espanholista Francisco Vázquez (PSOE), açoute da língua galega na cidade. Porém, a denúncia e o processo nom se paralisárom com a mudança de governo na Câmara —o PSOE coligou-se com o BNG— e o início de políticas pola normalizaçom lingüística.
Desta forma, as e os jovens que com essa acçom pretendiam protestar polo constante uso do topónimo deturpado La Coruña por parte do Concelho, terám-se de enfrentar a um juízo no qual lhes pedem umha pena bem mais elevada do que o suposto delito cometido:
QUINTO.- Procede imponer a cada uno de los acusados las penas de 1 año y 6 meses de prisión (con la accesoria de inhabilitación durante el mismo tiempo para el derecho de sufragio pasivo) y 16 meses multa a razón de 10 euros diarios con responsabilidad personal subsidiaria de un día de privación de libertad por cada dos cuotas impagadas. Los cuatro acusados indemnizarán por iguales partes y solidariamente enre sí al Ayuntamiento de La Coruña en 4.595,52 € por los desperfectos ocasionados en la zona ajardinada.
Em total, cada umha das pessoas acusadas teria de enfrentar-se a 18 meses de cárcere —que nom cumpririam por ser pena inferior a dous anos—, a umha multa de nada menos que 4.800 euros e a umha indemnizaçom de mais 4.595,52€ que deveriam pagar em conjunto. O custo total da sançom que se lhes pretende impor ascende, pois, a mais de 20 mil euros por umhas flores que os peritos contactados pola defesa valorizam em, no limite, 301 euros.
Longo historial repressivo
O Concelho da Corunha tem um longo historial repressivo contra as pessoas que tenhem reivindicado e luitado polo respeito à legalidade sobre o topónimo oficial da cidade. Um dos casos que logrou mais repercussom foi em 2006. Naquela altura o PGL informava do julgamento de outras três pessoas qye interromperam o pleno municipal em que o PSOE chefiado por Vázquez oficializou —de maneira alegal— o topónimo deturpado La Coruña.
Concentraçom de apoio
A organizaçom juvenil Isca!, à qual pertencem três dos quatro jovens, publicou um comunicado manifestando «a nossa absoluta solidariedade com os jovens enjuizados», se bem consideram que o processo «nom tem nada de surprendeente num momento em que o espanholismo ameaça com acelerar o processo de substituiçom lingüística».
Por último, anunciam a convocatória de umha concentraçom na porta dos julgados da Corunha na vindoura segunda-feira a partir das 9h30 da manhá. Com este gesto querem fazer chegar o apoio da organizaçom às pessoas acusadas e defender «o direito a vivermos em galego». Por esse motivo, apelam a todas as pessoas comprometidas com a língua e as liberdades a participar no protesto.
+ Ligaçons relacionadas:
- Comunicado de Isca!
- O autarca da Corunha recolhe a luva de Feijóo e pede oficializar o topónimo deturpadoPGL, 28/09/2009] [
- Feijóo abre as portas à toponímia deturpada [PGL, 16/09/2009]
- Três pessoas julgadas por se oporem à legalização do topónimo «La Coruña» [Velho PGL, 22/02/2006]









