Cultura Galaico-Portuguesa: identidade, diferença e património comum, hoje na USC

Hoje às 13h00, na Sala de Graus da Faculdade de Filologia da USC

Terça, 09 Março 2010 00:00

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Guilherme d´Oliveira Martins

PGL - Convidado pela Faculdade de Filologia e a Cátedra UNESCO de Cultura Luso-Brasileira no próximo dia 9 de Março estará na Universidade de Santiago de Compostela Guilherme d´Oliveira Martins, actual Presidente do Centro Nacional de Cultura e Presidente do Tribunal de Contas em Portugal.

Foi Ministro da Presidência, Ministro das Finanças e Ministro de Educação em várias legislaturas e Vice-Presidente da Comissão Nacional da UNESCO, entre outros cargos de alta representatividade que abaixo se mencionam. Tem uma vastíssima obra sobre diversos aspectos da cultura, economia, política, direito ou acerca de figuras concretas da história no âmbito lusitano (tais como o seu bisavó: Joaquim Oliveira Martins do século XIX, figura muito relevante da famosa Geração de 70 e uma das figuras-chave da história portuguesa contemporânea, que marcou profundamente o pensamento de escritores e pensadores como António Sérgio, Eduardo Lourenço ou António Sardinha).

Dados da conferência:

Local: Sala de Graus da Faculdade de Filologia

Data: Terça-feira, 9 de Março de 2009

Hora: 13h00

* 1. Entre outros cargos e funções exercidas:

- Auditor Geral da Assembleia da União Europeia Ocidental (2008-)

- Primeiro Vice-Presidente da EUROSAI - Organización de Entidades Fiscalizadoras Superiores da Europa (2008-)

- Professor Catedrático Convidado da Universidade Lusíada

. Professor Catedrático Convidado do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa (ISCSP)

- Ministro da Presidência (2000-2002)

- Ministro das Finanças (2001-2002)

- Ministro da Educação (1999-2000)

- Secretário de Estado da Administração Educativa (1995-1999)

- Vice-Presidente da Comissão Nacional da UNESCO (1988-1994)

- Presidente da SEDES-Associação para o Desenvolvimento Económico e Social (1985-1995)

- Chefe de Gabinete do Ministro das Finanças (1979)

- Membro da Convenção sobre o Futuro da Europa

- Presidente do Steering Committee do Conselho da Europa para a Convenção sobre o valor do Património Cultural.

- Deputado à Assembleia da República (II, III, VI, VII, IX, X e XI Legislaturas)

-Vice-Presidente do Grupo Parlamentar do PS (X e XI Legislaturas)

 

* 2. Entre outras condecorações:

- Grande Oficial Ordem do Infante D. Henrique (Portugal)

- Comendador da Ordem de Isabel a Católica (Espanha)

- Grã-Cruz da Ordem do Cruzeiro do Sul (Brasil)

- Oficial da Ordem da Legião de Honra (França)

 

* 3. Entre outras obras publicadas:

- Lições sobre a Constituição Económica Portuguesa (2 volumes).

- Oliveira Martins, uma Biografia

- Ministério das Finanças – Subsídios para a sua História no Bicentenário da    Secretaria de Estado dos Negócios da Fazenda

- Escola de Cidadãos (2 edições)

- Portugal – Instituições e Factos (edições em inglês, francês e chinês)

- O Enigma Europeu

- Educação ou Barbárie?

- Audácia de País Moderno – Educação 1999-2000

- Constituição Económica Portuguesa – Ensaio Interpretativo (com António L. de Sousa Franco)

- Oliveira Martins, um Combate de Ideias

- O essencial sobre Oliveira Martins

- Que Constituição Para a União Europeia?

- O Novo Tratado Constitucional Europeu

- Europa, Portugal e a Constituição Europeia (coordenação científica)

- Portugal, Identidade e Diferença – Aventuras da Memória

- A Lei de Enquadramento Orçamental. Anotada e Comentada (2 edições)

- O Novo Tratado Reformador Europeu. Tratado de Lisboa – o Essencial

- Património, Herança e Memória – A Cultura como Criação

- Os Grandes Mestres da Estratégia. Estudos sobre o poder, a guerra e a paz (editor científico com Ana Paula Garcês)

Sobre a sua obra Património, Herança e Memória – A Cultura como Criação, publicado pela Gradiva em 2009, destaca-se nas capas:

A cultura ganha uma nova importância na vida política e económica contemporânea. O desenvolvimento humano não é compreensível nem realizável sem o reconhecimento do papel da criação cultural, em ligação estreita com a educação e a formação, com a investigação e a ciência. O que distingue o desenvolvimento e o atraso é a cultura, a qualidade, a exigência – em suma, a capacidade de aprender. Deixou de fazer sentido a oposição entre políticas públicas centradas no património histórico, por contraponto à criação contemporânea. A complementaridade é óbvia e necessária. Basta olharmos os grandes marcos da presença humana ao longo do tempo para percebermos que há sempre uma simbiose de diversas influências, de diversas épocas, ligando património material e imaterial, herança e criação.

A nova Convenção-Quadro do Conselho da Europa sobre o Património Cultural, assinada em Faro em Outubro de 2005 e já ratificada por Portugal, é um instrumento inovador da maior importância, no qual pela primeira vez se reconhece que o património cultural é uma realidade dinâmica, envolvendo monumentos, tradições e criação contemporânea. Em representação do Centro Nacional de Cultura, o autor sucedeu a Helena Vaz da Silva na coordenação das Jornadas Europeias do Património e presidiu no Conselho da Europa ao grupo que elaborou a nova Convenção. Apresentando agora nesta obra reflexões de grande relevância e oportunidade sobre essa experiência.