Ferrín pede a oficialidade do asturiano e do galego nas Astúrias

O responsável asturiano do partido estatal Esquerda Unida responde-lhe que se preocupe da Galiza

Segunda, 01 Fevereiro 2010 09:38

Atençom, abrirá numha nova janela. PDFVersom para impressomEnviar por E-mail
Engadir a del.icio.us Compartilhar no Twitter Compartilhar no Chuza Compartilhar no Facebook Compartilhar no DoMelhor

Ferrín tem obras traduzidas ao asturiano

PGL - O novo presidente da Real Academia Galega, Xosé Luís Méndez Ferrín, reclamou a oficialidade da língua asturiana nessa regiom, salvo na zona mais ocidental, a comarca do Eu-Návia, para a qual reivindicou o reconhecimento da língua galega.

Numha entrevista concedida à agência espanhola Europa Press, Ferrín nom desbotou chegar a um «consenso normativo» com a Academia da Língua Asturiana (ALLA) asturiana, sempre e quando essa «deixe de asturianizar» esta comarca de língua e cultura galegas. Para chegar a tais acordos instou a que nom se pretenda impor o «y» na ortografia do galego asturiano em palavras como trabayar (trabalhar) pois «isso é imaduro e nom está bem».

Em sua opiniom, a ALLA «trata de asturianizar o galego das astúrias, mas é inútil, porque as 'e' breves do latim nom ditongam, nom o pode conseguir ninguém se nom o lográrom com milhares de anos de história». Desta forma fazia referência a um dos traços mais característicos do galego-português respeito do asturo-leonês, a oposiçom entre pares como 'terra' ou 'porta' face a 'tierra' e 'puorta/puerta'.

O presidente da RAG reconhecer sentir «raiva» porque o asturo-leonês seja oficial em Portugal enquanto o asturiano «nom o é nas Asturias plenamente», reafirmou a sua amizade com escritores asturianos e pessoas que defendem essa língua. De facto, obras de Ferrín como Retorno a Tagen Ata contam com traduçom ao asturiano.

Resposta asturiana

Os primeiros em responder as declaraçons de Ferrín fôrom os responsáveis nas Astúrias do partido político estatal Esquerda Unida, quem instárom o presidente da RAG a que «se preocupe por conservar o galego dentro das fronteiras oficiais da comunidade» no canto de tratar de expandir o seu uso numha zona «de indubitável identidade asturiana».

Para EU, o presidente da RAG deveria preocupar-se do «retrocesso» do galego na Galiza por mor da política lingüística de Núñez Feijóo, e lembram que «até há pouco tempo, a política lingüística galega era a inveja dos asturiano-falantes», mas que se continuar a linha actual «Ferrín terá problemas mais graves do que ocupar-se do ocidente das Astúrias».

+ Ligaçons relacionadas: