Alemám reconhecido na sinaléctica da Polónia

Lei polaca sobre sinais bilingues e utilizaçom de topónimos nas línguas das minorias autóctones começa a ser executada

Segunda, 22 Setembro 2008 18:30

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PGL - Os primeiros sinais bilíngues, em alemám e polaco, desde o final da II Guerra Mundial foram finalmente inaugurados nas comunidades de Cisek / Czissek e Radłów / Radlau, na Polónia, em passado 17 Setembro. A colocaçom de mais sinaléctica bilíngue é esperada em mais umha dúzia de cidades dos territórios de Opole / Oppeln e Silesa (Śląsk / Schlesien) nos próximos meses.

A lei sobre sinaléctica bilíngue e a utilizaçom dos topónimos nas línguas faladas polas minorias autóctones na Polónia foi aprovada polo Parlamento polaco em 2005. No entanto, o processo administrativo atrasou a execuçom da mesma por três anos. Muitas pessoas dessas comunidades, como a alemá, consideram esta lei como um retorno à normalidade e à toleráncia.

Com base na legislaçom em vigor, os diversos assentamentos podem candidatar-se à permissom para exibir topónimos bilíngües na sua zona se, polo menos, 20% da sua populaçom pertencer a umha das minorias autóctones reconhecidas na Polônia. Além da minoria alemá, as comunidades cassubiana, lituana, bielorrusa e ucraniana também podem beneficiar da sinalizaçom bilíngüe.

Recentemente já tinham sido erguidos sinais bilingues em língua cassubiana e polaca nos assentamentos de Stezyca / Stãżëca e Chmielno / Chmielno.

Apesar deste avanço, há algumas críticas, especialmente em zonas em que a populaçom das minorias autóctones nom atingem 20% no total.

Todas as línguas minoritárias na Polônia sofrem umha forte pressom assimilacionista, nomeadamente nas últimas décadas. Muitos assentamentos historicamente com populaçons alemás ou cassubianas, tenhem visto descer as mesmas abaixo do limiar de 20%. Daí que nom se podam acolher à lei de topónimos bilíngües, apesar da história lingüística dessas comunidades.

Até ao final da Segunda Guerra Mundial, a mor parte da Silésia, Pomeránia, Gdansk / Danzig / Gduńsk e Masúria eram maioritariamente de língua alemá, enquanto a comunidade cassubiana na Pomeránia era substancialmente maior que hoje.

Países vizinhos da Polónia tenhem colocado mais atençom neste factor histórico. Alemanha e Hungria, por exemplo, reconhecérom os topónimos dos lugares das suas comunidades linguísticas em todas as zonas de assentamento histórico das mesmas. A República Checa reduziu o limite para 10% com a comunidade polaca a ser a mais beneficiada disso. O Tribunal Constitucional da Áustria também definiu 10% como limite uniforme.

Mais críticas chegam dos silesianos que até agora nom recebérom o reconhecimento como minoria autóctone polas autoridades polacas. E isso por que o Estado polaco considera o silesiano um dialecto e nom umha língua, apesar da singular história da Silésia, ainda fortemente influenciada polo alemám e o checo.

 

Inauguraçom da sinaléctica bilíngue em Radlau (Foto: Schlesisches Wochenblatt)

 Inauguraçom da sinaléctica bilíngue em Radlau (Foto: Schlesisches Wochenblatt)

 

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