Condenam a mulher que nom quijo falar castelhano no aeroporto de Girona

Terá de pagar umha multa e assumir o gasto do julgamento

Segunda, 29 Março 2010 00:00

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PGL – O Julgado de Instruçom Número 3 de Santa Coloma de Farners resolveu hoje no caso da mulher que se negou a falar em castelhano ao aeroporto de Girona e que foi vexada e detida por este motivo por agentes da Guarda Civil.

Na sentença, o juiz considera que a acusada é culpável de umha falta leve de respeito à autoridade, pois terá dito aos agentes que eram 'franquistas', ao quererem obrigá-la a falar castelhano. Os dois agentes asseguraram durante o julgamento que a mulher estava "muito alterada" e mantinha um atitude "hostil e degradante".

Inicialmente afirmaram que as câmaras de segurança tinham registado os incidentes provocados pola acusada, mas na hora da verdade nom puderam apresentar nengumha prova nem testemunha que apoia-se a sua versom dos fatos. A juíza teve de pôr intérpretes aos agentes porque nom entendem o catalám, embora o incidente se tenha produzido há mais de 6 meses.

O advogado defensor da mulher assegurou que a acusada fijo em todo momento o que se lhe pediu, como  mostrar o BI ou ir até as dependências policiais, excepto falar em castelhano, já que fazê-lo em catalám é um direito legalmente reconhecido, e "em nengum caso umha falta de respeito". A mulher negou ter insultado os agentes, e assegurou que todo se tinha iniciado por um bote de laca que nom podia subir ao aviom, o que motivou um diálogo com umha vigilante de segurança.

Também assegurou que enquanto nom chegaram os agentes da Guarda Civil nom tivo qualquer problema, e que foram eles os que iniciaram a discussom polo tema do idioma. A mulher e a sua família perderam o voo ao Alger que tinham previsto por aquele dia por causa do incidente com os agentes.

Por isto afirma que na sentença há umha "contradiçom" muito clara, porque se fala de um "desordem público" e posteriormente se conclui que tudo somado é umha "falta leve à autoridade". Por esta razom, a mulher tem previsto apelar a demanda, já que nom entra "no fundo da questom", que é que ela sabia que tinha o direito de se dirigir aos agentes em catalám, e eles "o desconheciam". "Nom pode ser que queiras ir com a tua família para o Alger e acabes perdendo o voo e retida porque a Guarda Civil desconhece ou por má fé nom che reconhece o teu direito a falar em catalám".

A acusada também nega ter chamado "franquistas" aos agentes, e acusa-os de lhe atribuir tudo o que se sentiu naquele momento -já que tinha muita gente pendente do incidente-. Segundo a sua versom, nada do que assegurava aos agentes "pode parecer umha provocaçom" já que os polícias "sempre têm as de ganhar". Admite, porém, que tivo alçado a voz, mas que em nengum caso os chamou nem "franquistas" nem qualquer outro insulto.

Por tudo o referido, Òmnium Cultural e a Plataforma per la Llengua, as duas entidades que se figérom cargo deste processo judicial, interporám um recurso de apelaçom perante a Audiência de Girona, entendendo que é necessário emendar esta discriminaçom linguística. Recordamos que a sentença condena a afectada a pagar umha multa de 180 euros (o promotor pedia uma multa de 200 euros) por uma falta do artigo 634 do Código Penal o qual fai referência à falta de respeito à autoridade por ter dito aos agentes que eram "franquistas" ao quererem obriga-la a falar castelhano.

 

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