Conselheiro de Educaçom do País Valenciano pretende impedir estudar a língua a 80% do alunado

Reproduzem-se as medidas do decretaço no País Valenciano, pondo entraves ao desenvolvimento do idioma próprio

Sexta, 04 Junho 2010 00:00

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Na imagem, um acto em defesa da llengua


PGL - Perto de 550 mil alunos das escolas e liceus só teriam assegurada a matéria de valencià (o catalám falado no País Valenciano) se o decreto que apresentou a Conselharia da Educaçom vai para a frente . Até agora, os alunos tinham a possibilidade de incorporar progressivamente Conhecimento do Meio e outras matérias.

Actualmente existem três programas através dos quais se pretendia fomentar o uso e as competências lingüísticas da populaçom: o Programa d'Ensenyament en Valencià (PEV), para falantes habituais de valenciano, o Programa d'Immersió Lingüística (PIL), para os nom falantes desta língua, e o Programa d'Incorporació Progressiva (PIP), que vai incorporando o idioma pouco a pouco a mais disciplinas de ensino.

Com os novos planos do conselheiro da Educaçom, Alejandro Font de Mora, nom seria obrigatório ministrar nengumha área temática em valenciano, polo que ficaria a matéria Valencià como a única que leccionaria nessa língua. Até este curso muitos centros ampliavam a oferta de matérias valenciano, acrescendo áreas temáticas distintas à de língua autóctone e ao Conhecimento do Meio.

Diego Gómez, presidente de Escola Valenciana, explica que "o rascunho do decreto que inclui a modificaçom da Lei de Uso e Ensino do valenciano supom aplicar umha política direita de apartheid ao valenciano na educaçom" e define Font de Mora como "o conselheiro de Educaçom valenciano mais nefasto da nossa história democrática, impulsor da nova Política Lingüística do Extermínio da língua própria".

Os resultados da aplicaçom do decretaço valenciano seriam: 554.896 alunos condenados ao monolingüismo em castelhano, o que supom 80% do alunado total da comunidade. No referido às instalaçons educativas, um mínimo de 1.357 dos 2.427 existentes terám aulas exclusivamente em espanhol, com um trato cara ao valenciano pior do que umha língua estrangeira. A este projecto político soma-se a passividade da Conselleria d'Educació a respeito do cumprimento do PIP por parte dos centros privados e concertados, umha situaçom similar à do contexto da Galiza.

Da Escola Valenciana solicitam a demissom de Font de Mora e asseguram que preparam mobilizaçons de protesto contra o decreto valenciano.


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