Um tribunal de Belfast ratifica 270 anos de proibiçom do irlandês

A Corte de Apelaçom nega validez a um documento por estar escrito em gaélico · Uma lei de 1737 oficializa só o inglês

Segunda, 07 Junho 2010 00:00

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MónDivers - Uma lei que continua vigente desde 1737 é o motivo pelo qual ao cidadão norte-irlandês Caoimhín Mac Giolla Catháin lhe som recusados textos escritos em língua irlandesa no sistema judicial da Irlanda do Norte.

Na semana passada, o Tribunal de Apelaçom de Belfast voltou a recusar que uma petiçom de licença apresentada por Catháin seja válida: até que nom a registrar em inglês, nom a terám em conta.

Catháin tenta conseguir que lhe deixem usar o gaélico irlandês desde 2008, mas nom tem sucesso. O muro sempre é o mesmo: a Lei da Administraçom de Justiça (Língua) da Irlanda de 1737, vigente ainda hoje em dia e que diz bem claramente: «Todas as ações legais nos tribunais de justiça [...] serám em inglês». O cidadão argumenta que isto vai contra a Carta Europeia das Línguas Regionais e Minoritárias -que protege o irlandês e que o Reino Unido tem assinado e ratificado- e que inclusive é um atentado contra os direitos humanos.

Este caso tem servido aos defensores do gaélico para voltar a fazer questom da necessidade que a Assembleia da Irlanda do Norte aprove uma Lei da língua irlandesa que outorgue direitos específicos aos falantes deste idioma. A oposiçom dos partidos unionistas à aprovaçom de uma lei assim é o principal obstáculo para que se possa fazer efetiva.

O irlandês tem mais de 100.000 falantes na Irlanda do Norte, segundo o censo de 2001.

 

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