'Lobby' frisom fai recuar ministra holandesa

Língua frisoa pode ser declarada oficial à par do que a neerlandesa na constituiçom dos Países Baixos

Sexta, 03 Outubro 2008 23:29

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PGL - A Constituiçom neerlandesa nom recolhia até agora nenhuma referência às línguas do Estado, mas a recente proposta da ministra do Interior dos Países Baixos, Guusje ter Horst, de incluir na mesma só o neerlandês, com o objectivo de protegê-lo, provocou um intenso debate e a imediata reacçom frisoa.

Embora nenhuma das línguas faladas nos Países Baixos seja mencionada na actual Constituiçom, a lei outorga o carácter de oficial ao neerlandês em todo o País, e ao frisom no território da Frísia. A língua frisoa conta nos dias de hoje com uns 700.000 falantes e um poderoso lobby de partidos, além de umha forte pressom cívica, na sua defesa.

Após a proposta realizada pola ministra integrante da coligaçom que governa os Países Baixos, na Frísia foi criado num tempo recorde o Grupo de Acçom polo Frisom na Constituiçom (Aksjekomitee Frysk yn' e grûnwet), a partir do qual os partidos frisons começárom a dialogar com os partidos de alcanço estatal, para os convencer de nom votarem a favor da mudança constitucional caso nom fosse incluída a língua frisoa na mesma.

A pressom política e cívica dos últimos quinze dias conseguiu que o comité de assuntos internos do Parlamento neerlandès pedisse à ministra do Interior que estudasse a questom das línguas na Constituiçom «com a mente aberta». Após de que nesta quarta-feira, 1 de Outubro,  se realizasse umha manifestaçom em Haia, com activistas e representantes do mundo cultural frisom, a ministra anunciou que «estudará a possibilidade de incluir a língua frisona na Constituiçom», segundo informa Eurolang.

Segundo Eurolang, todos os partidos do Parlamento e do Senado, excepto os da coligaçom de Governo, dam apoio às reivindicaçons do grupo frisom, de forma que a coligaçom de Governo nom dispom da maioria de dous terços, necessária para ser aprovada a modificaçom constitucional.

O porta-voz dos partidos frisons, Geart Benedictus, mostrou-se satisfeito «de ter situado o frisom na agenda», e declarou que «o importante é que o frisom tenha os mesmos direitos que o neerlandès», de modo que se conformarám simplesmente se a Constituiçom nom incluir o neerlandês. «Se for esse o caso, tudo bem para nós», acrescentou Benedictus, pois isso continuará a dar aos falantes do frisom, e das outras línguas, grande margem de manobra.

 

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