Academia espanhola fai política com a língua

Académicos espanhóis rejeitam que a toponímia no idioma de cada território seja a única oficial

Quarta, 20 Outubro 2010 09:48

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PGL - Membros da Real Academia Espanhola (RAE) consideram que «a língua nom é questom de acordos políticos» em relaçom ao acordo entre PSOE e Partido Nacionalista Basco para ser a basca a única forma oficial das províncias de Bizkaia, Araba e Gipuzkoa.

Diversas apreciaçons expressadas, por exemplo, polo académico e catedrático em língua espanhola Gregorio Salvador som, além de criticáveis e simples opinions, umha autêntica falta de respeito. «Fazer oficial umha ortografia distinta —fundamentalmente o único que muda é só ligeiramente a acentuaçom— é umha cousa absurda e molesta para o cidadao comum», afirmou.

Assim de claro se exprimiu Salvador, deixando agromar sentimentos de desrespeito e desconsideraçom cara às oturas línguas peninsulares. Outro colega seu, Ignacio del Bosque, membro da RAE e catedrático na Universidade Complutense de Madrid foi além, jactando-se de que os cidadaos «seguem dizendo que vam a Gerona» quando falam em espanhol e a Girona quando falam em catalám, polo qual acha que no País Basco se passará «o mesmo». Porém, apontou que nom entende a mudança de denominaçom.

«Imposiçons dos nacionalista»s

O Prémio Nacional espanhol de História 2008, Fernando García de Cortázar afirmou que «levamos tempo tendo de agüentar tamanhos desaforos quando aos topónimos galegos e cataláns só se lhes adjudicou oficialmente a versom em língua autóctone e nom se ofereceu a forma espanhola, muito mais estendida entre a populaçom».

Na mesma linha supremacista, criticou que esteja a ser prejudicado «o nosso idioma comum», em referência ao castelhano, e situou isto em «imposiçons» dos nacionalistas «e agora vemos como a esquerda, que perdeu a sua identidade, procura no ámbito do etnicismo e os anceios dos secesionaistas». Isto, sempre, ignorando as mais graves ainda imposiçons do nacionalismo espanhol.