A esquerda occitanista denuncia o recurso contra a Lei do occitano aprovada na Catalunha

Libertat assegura que o recurso servirá para justificar ainda mais os ataques ao occitano por parte da França · O síndico do Arám entende que a lei é plenamente constitucional · O regulamento regula o uso da língua como veículo de expressom no ensino

Sexta, 28 Janeiro 2011 00:00

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Nationalia.cat - O partido independentista occitano Libertat, Esquèrra Revolucionària de Occitània, emitiu um comunicado onde denuncia o perigo no qual se encontra a lei promovida polo Parlamento da Catalunha sobre o aranês, a causa do recurso de inconstitucionalidade apresentado pola entidade cívica de cariz espanholista Impulso Ciudadano.

Apesar de que ainda nom foi emitida nenhuma sentença, Libertat teme que "conhecedores da trajetória do Tribunal Constitucional espanhol, redija uma soluçom nefasta e uma recortada da única lei que defende os nossos direitos linguísticos". Também acha que a possível sentença pode dar asas ao Estado francês para "justificar ainda mais os ataques constantes à língua occitana e culminar a sua política lingüicida". Assim, o partido pede para todas as forças políticas, sindicais, instituições e entidades do Vale do Arám e da Occitánia responderem esta nova agressom contra o occitano e também a solidariedade da população dos Países Catalães.

Por sua vez, o síndico do Arám, Francés Boya, assegurou que a Lei do occitano se deriva do Estatuto de Autonomia da Catalunha e portanto é "plenamente constitucional". Também criticou a atitude "daqueles que querem agitar a batalha do conflito linguístico de forma gratuita".

Jornada histórica

O Parlamento da Catalunha aprovou em 22 de setembro de 2010 a Lei do occitano, aranês no Arám, com os votos do tripartido e de CiU. A grandes traços, a lei garante os direitos linguísticos gerais ante todas as administrações no território do Arám e da Generalitat em toda a Catalunha. Com respeito ao ensino, a lei regula o uso do aranês como veículo de expressom normal das atividades docentes e administrativas das escolas do Arám.

No seu momento a notícia provocou uma grande alegria entre os partidos occitanistas de um lado e do outro das fronteiras estatais. O Partido Occitan emitiu um comunicado em que falava de jornada histórica pola língua occitana" e pedia para esta lei ser o início "para que as outras regiões occitanas seguissem o modelo catalám".

Próximos a Ciutadans

O passado 6 de janeiro a entidade espanholista Impulso Ciudadano, promovida pelo ex-deputado de Ciutadans José Domingo, pediu à Defensora do Povo Espanhol que interpusesse um recurso de inconstitucionalidade contra a lei do occitano, já que segundo a associaçom a lei "é contrária à cooficialidade linguística que dita o artigo 3 da Constituiçom espanhola".