Generalitat Valenciana prepara um decreto de 'plurilingüismo' que encerra a linha de catalám

O projeto, que toma como modelo o decreto galego, levantou uma oposiçom unânime na comunidade educativa

Quarta, 08 Junho 2011 10:00

Atençom, abrirá numha nova janela. PDFVersom para impressomEnviar por E-mail
Engadir a del.icio.us Compartilhar no Twitter Compartilhar no Chuza Compartilhar no Facebook Compartilhar no DoMelhor

PGL Países Catalans - Umha semana depois de revalidar nas urnas o governo autonómico, o presidente da Generalitat Valenciana, Francisco Camps, anunciou o encerramento da linha de ensino em catalám.

O anúncio chegou por boca de um dos membros do Consell mais criticados na passada legislatura, o conselheiro da Educaçom, Alejandro Font de Mora, anunciava a primeira gram medida do novo governo: a eliminaçom da linha de ensino em catalám.

O conjunto da oposiçom política e social lembra que durante os últimos anos se produzírom denúncias por nom abrir novas linhas em catalám apesar da demanda de alunado, e condenou o intento de supressom do modelo atual. O sistema com o qual trabalha a Generalitat é idêntico ao da Junta da Galiza e também será aplicado polo PP nas Ilhas Baleares.

O conselheiro de Educaçom anunciou nas Jornadas de Plurilingüismo do passado 30 de maio que o governo presidido por Francisco Camps pretende substituir para o curso 2112-13 o modelo atual de ensino lingüístico no País Valenciano por um modelo plurilíngüe em que as matérias se repartirám a partes iguais entre o catalám, o castelhano e o inglês. Isto implica remover a linha de imersom lingüística em valenciano (variedade local do catalám) para adotar um modelo único de “trilingüismo harmónico”. Doravante, os estudantes nom terám a possibilidade de estudar em programas de incorporaçom progressiva da língua própria e programas de ensinamento em valenciano.

Críticas e mobilizaçons

As críticas, unânimes, chegárom da oposiçom (Compromís, ERPV, PSPV, EUPV), sindicatos (STEPV, principal sindicato de educaçom no País Valenciano), a Acadèmia Valenciana de la Llengua (AVL), associaçons de pais de alunos (FAPA València) e associaçons culturais como a Acciò Cultural del País Valencià (ACPV) ou Escola Valenciana.

Esta última, principal defensora da língua própria no ensino, convocou para o próximo 9 de junho três grandes concentraçons contra a proposta em València, Castelló e Alacant. O seu presidente, Vicent Morenova, afirmou que «eliminar as linhas em valenciano é condená-lo à desapariçom em vinte anos». Representantes do setor educativo, sindicatos, partidos políticos, entidades e instituçons culturais subscrevêrom o manifesto de Escola Valenciana a favor do ensino na língua própria e dum modelo plurilíngüe de consenso feito com critérios pedagógicos e exigem a retirada imediata do projeto apresentado pola Conselheria da Educaçom.

Modelo galego

Segundo declaraçons do próprio Font de Mora, o futuro decreto vai ser muito semelhante ao que o PP instaurou na Galiza imediatamente após ganhar as eleiçons autonómicas em maio de 2010, e que também provocou a oposiçom da maioria da comunidade educativa, social e política. O decreto de plurilingüismo aprovado pola Junta obriga a dar os 50% das aulas em castelhano e permite o galego no resto, com umha progressiva introduçom do inglês até chegar aos 33% das aulas em cada língua.

Como explicou Font de Mora, o novo modelo «procura o equilíbrio entre as duas línguas oficiais e introduz o inglês de maneira progressiva até um máximo dos 33% ao tempo que reduz as presença das línguas cooficiais até um mínimo dos 33%».

Em palavras da vice-secretária de comunicaçom do PP valenciano, Maria Moreno, «aplica-se o modelo galego, os resultados do qual fôrom muito bons». Curiosamente, o decreto galego determina as matérias cujas aulas serám obrigatoriamente em castelhano (Matemática, Tecnologia, Física e Química). De momento, o decreto valenciano nom prevê uma consulta aos pais e mães sobre a língua veicular com que querem que se escolarize à sua criança, pois os inquéritos feitos davam um amplo respaldo à língua própria.

Por sua parte, o responsável de Educaçom do Partido Popular das Baleares, Rafel Bosch, assegura que o modelo galego-valenciano é muito semelhante ao decreto aprovado em 2006 polo ex-conselheiro Francesc Fiol e derrogado dous anos depois polo governo socialista das ilhas.

Embora o atual sistema de ensinamento no País Valenciano foi aprovado há 27 anos sem qualquer voto em contra, diversas associaçons levam anos denunciando que apesar da demanda de ensino em catalám, Generalitat nem fornece fundos ou recursos nem abre novas linhas para estudar na língua do país. Tudo isso coerente com o programa em que o PP valenciano anunciava estas medidas (pp. 144-45) e que conclui com umha série de propostas para a promoçom do valencià «en la comunicación pública» [sic]  (pp. 314-16) nom esteja disponível na língua que diz promover.

 

+ Ligaçons relacionadas: