Alunos que estudarem mais de 50% das matérias em basco, isentos de convalidar títulos

O decreto, de efeito retroativo, aprovar-se-á antes de fim de ano

Terça, 04 Outubro 2011 09:04

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PGL - Os alunos de Ensino Secundário Obrigatório, de Bacharelato e de Formaçom Profissional que estudarem mais de 50% das matérias em basco estarám isentos de convalidar determinados títulos lingüísticos homologados.

O governo autonómico estuda aprovar o decreto antes de fim deste ano, e aplicará-se com efeitos retroativos desde 16 de abril de 2008, data em que aprovou as diretrizes europeias de homologaçom de títulos.

As conselheiras da Educaçom, Isabel Celaá, e da Cultura, Blanca Urgell, explicárom em Comissom no Parlamento Basco o conteúdo do rascunho de decreto de Reconhecimento Oficial dos Estudos Oficiais realizados em euskara e da referida isençom, que também se aplicaria para os universitários que alcançarem os créditos em basco que se determinam no decreto.

De acordo com as explicaçons de Celaá, os estudantes que obtenham seu título de Bacharelato ou de grau superior de Formaçom Profissional com mais de 50% das matérias cursadas em euskara terám automaticamente direito ao reconhecimento do nível lingüístico B2, o equivalente ao PL1 em ​​Educaçom ou ao perfil 2 da administraçom geral. Os alunos que concluam a Educaçom Secundária Obrigatória com mais de 50% das matérias cursadas em euskara e que tenham aprovadas as matérias de Euskara e Literatura estarám eximidos de obter títulos do nível B1, similar ao perfil 1 da administraçom. Esta medida afetará a todos os alunos do modelo D e a aqueles que estudem em modelos B.

Além disso, aqueles que cursem os seus estudos universitários principalmente em euskara ou realizem os seus trabalhos de fim de grau nesta língua ou obtenham créditos específicos de formaçom lingüística nom terám que acreditar títulos equivalentes ao nível C1, quer dizer, o EGA, o PL2 em Educaçom ou o perfil 3 da administraçom pública.

A isençom nom vai afetar os estudantes do modelo A (castelhano), polo qual estará mna obriga de se apresentar aos exames para obterem os correspondentes títulos homologados que necessitem para aceder à administraçom ou para dar aulas no ensino privado e outros centros homologados.

Urgell salientou que o futuro decreto acabará com a "injustiça" que atualmente padecem os alunos que estudam em euskara, “a quem se lhes exige certificar seus conhecimentos nesta língua quando nom se faz o mesmo com o castelhano” e sublinhou que implica “um avanço para a normalizaçom lingüística”.

"Nom é normal que um país exija aos seus nacionais qualquer certificaçom lingüística na sua língua oficial para concorrer a um emprego na administraçom pública", comentou a conselheira, que lembrou que o decreto implicará “umha liberaçom” para muitos jovens que “agora têm que gastar dinheiro e tempo para apresentar-se aos exames que credenciam os seus conhecimentos de euskara".

 

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