Apresenta-se em Bordéus o novo organismo regulador do occitano

As regions do sul do estado francês unem-se em prol do idioma próprio

Quinta, 22 Dezembro 2011 09:09

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Nationàlia - O Congresso Permanente da Língua Occitana encarregar-se-á da regulamentaçom lingüística do occitano. O novo organismo tem o apoio das regions de Aquitânia, Languedoque-Rossilhom, Médios-Pirenéus e Ródano-Alpes. Umha manifestaçom no vindouro mês de março pedirá melhores políticas para promover o uso público da língua.

Acaba de ser lançada umha nova organizaçom que há de tornar-se o organismo regulador da língua occitana. A apresentaçom do Congresso Permanente da Língua Occitana (Congrès Permanent de la Lenga Occitana, CPLO) em Bordéus é o ponto de partida para o organismo que será responsável da regulamentaçom linguística do occitano. A publicaçom de dicionários e gramáticas e a investigaçom científica aplicada serám duas das suas principais tarefas.

O CPLO nasce da experiência dumha outra organizaçom antecessora, o Aporlòc, que fora fundada em 2010 com o objetivo de estabelecer as bases dumha autoridade científica e independente para a língua occitana. Organizaçons como o Institut d'Estudis Occitans, as Calandretas, o Institut d'Estudis Aranesos e o Cirdòc tomárom parte nos trabalhos do Aporlòc.

O novo organismo tem o apoio das regions de Aquitânia, Languedoque-Rossilhom, Médios-Pirenéus e Ródano-Alpes. Algumas destas regions aprovárom recentemente umha Carta para a Cooperaçom Inter-regional que "define um marco geral para as atividades de desenvolvimento do occitano nas áreas de educaçom, espetáculos e património".

Baixo nível de uso social do occitano

Segundo dados recentes publicados pola regiom de Médios-Pirenéus, o uso de occitano continua descendendo nos âmbitos da transmissom de pais para filhos e do conhecimento da língua. Os dados mostram que apenas um em cada quatro pais falantes de occitano transmitem a língua a seus filhos. No departamento de Altos Pirineéus, o jornal La Dépêche diz que apenas 7% utilizam a língua de forma habitual. Em 1995, a proporçom era de 18%.

Durante décadas, os especialistas estivérom dizendo que o declínio constante no uso do occitano sublinha a necessidade de aplicar políticas ativas para favorecer a recuperaçom da língua. Neste sentido, as diversas associaçons occitanas convocárom uma manifestaçom em Tolosa de Languedoque para o próximo 31 de março. O objetivo é pedir às autoridades francesas um melhor lugar para a língua nos meios de comunicaçom e o sistema educativo.

 

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