Schulz, o novo presidente da Eurocâmara, favorável ao catalám

O catalám nos plenários nom teria qualquer custe adicional por serem cataláns a maioria dos tradutores do castelhano

Sexta, 20 Janeiro 2012 00:00

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Vilaweb – O socialista alemám Martin Schulz foi nomeado presidente do Parlamento Europeu por maioria absoluta com 387 votos. Schulz substitui assim ao conservador polaco Jerzy Buzek na sequência de um acordo entre populares e socialistas e será presidente da Eurocâmara por dous anos e meio.

Com Schulz, o uso do catalám nos plenos do Parlamento Europeu está um pouco mais perto, pois comprometeu-se com os deputados Ramon Tremosa e Raül Romeva a tornar a abrir o debate na mesa e levá-lo a votaçom. A última vez que se pudo votar foi há sete anos, sob a presidência do socialista Josep Borrell, e entom perdera-se por um voto de diferença.

Schulz, conhecedor da cultura e a literatura catalás, comprometeu-se com os eurodeputados Ramon Tremosa (CIU), Raül Romeva (ICV) e Izaskun Bilbao (PNB) a autorizar as intervençons em catalám e euskara no hemiciclo, se a mesa o aceitar. Por isto os eurodeputados cataláns já saudárom a eleiçom de Schulz, que "abre umha janela de oportunidades mais clara" para o catalám na Europa.

Para Tremosa, o gesto de Schulz é umha brecha em favor do catalám e, portanto, umha boa notícia. "Solicitarei umha reuniom com ele, umha vez tenha sido nomeado presidente, para lhe pedir formalmente poder falar catalám nos plenários. É umha petiçom que nom implica qualquer custo adicional para o Parlamento, porque a maioria dos tradutores do castelhano som cataláns e podem-no fazer perfeitamente". Além disso, Tremosa explica que o popular Alejo Vidal-Quadras, que continuará sendo um dos catorze vice-presidentes da Eurocâmara, nom terá a ascendência sobre Schulz que tinha sobre Buzek, também popular, e sobre o seu antecessor, o democristám alemám Hans-Gert Pöttering.

Vidal-Quadras vetou até agora o uso da língua catalá em Estrasburgo alegando "dificuldades técnicas". E Buzek e Pöttering sempre lhe figérom caso e, portanto, obviárom os eurodeputados cataláns.

Quanto a Romeva, encontra muito positivo ser o presidente quem defenda pessoalmente o direito de fazer uso do catalám nos plenários. E acredita que Vidal-Quadras estava bem colocado até agora como um dos vice-presidentes, mas “foi perdendo apoio” e haverá que ver qual posição ocupa nas vice-presidências.

Schulz, ex-prefeito de Würselen, umha cidade de 40.000 habitantes da Renânia, é sensível à Catalunha e ao catalám, segundo os eurodeputados cataláns que tratrárom com ele. Mesmo leu Josep Pla, Màrius Torres e Jaime Cabré, confessou na semana passada a Tremosa.

 

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