Parlamento navarro rejeita umha proposiçom de lei para a igualdade de direitos lingüísticos em toda a comunidade

Segundo relatório, 66,5% da populaçom navarra quer que se poda estudar em euskara em todo o território

Sexta, 20 Janeiro 2012 00:00

Atençom, abrirá numha nova janela. PDFVersom para impressomEnviar por E-mail
Engadir a del.icio.us Compartilhar no Twitter Compartilhar no Chuza Compartilhar no Facebook Compartilhar no DoMelhor

PGL - Os grupos da cámara UPN, PSN, e PP rejeitárom umha iniciativa da I-E (Izquierda-Ezquerra) para modificar a Ley Foral del Vascuence (Euskararen Foru Legea em basco) de sorte que, além doutros aspectos, fosse possível estudar em euskara nos centros públicos nos territórios de fala nom bascófona.

Dita proposiçom de lei procurava modificar a lei do basco para atender a demanda social que existe em essa zona, do mesmo jeito que já se desenvolveu na zona mista. Além do promotor da iniciativa, Na-Bai e Bildu votárom também a favor.

Txema Mauleón, parlamentar da I-E, explicou que se tentava “garantir a igualdade, liberdade de escolha e os mesmos direitos para todas as pessoas de todo o território Navarro”. Deu a conhecer também um relatório em que um 66,5% da populaçom se mostra conforme com a possibilidade de estender o estudo do euskara a todo o território, mesmo um 28% das pessoas que moram na zona nom vascófona levariam seus filhos a estudar em euskara.  Existe, concluiu, “umha demanda social mais que evidente” que tem de ser atendida, polo que pediu um compromisso do governo navarro.

Nekane Pérez, de Na-Bai, defendeu umha lei que proteja, promova e apoie o euskara, enquanto Bakartxu Ruiz, representante da formaçom Bildu, aludiu à vulneraçom de direitos lingüísticos que envolve a zonificaçom lingüística e a “crueldade” que implica “têr direitos em funçom da zona em que se mora”. Acrescentou, assim mesmo, a necessidade de dar pulo aos passos em favor do euskara, ainda que forem parciais e pequenos.

Os opositores à iniciativa assinalárom, em geral, que já se pode estudar euskara em todo o território. Carmen González, representante de UPN, alegou que a “Ley del Vascuence” reflete “a pluralidade desta terra” e que “as famílias que queiram escolarizar no modelo D o podem fazer” em várias ikastolas, e apelou ao gasto que poderia implicar a iniciativa; o socialista Pedro Rascón alegou que a proposta é irrelevante e “nom acrescenta realmente nada”, enquanto a popular Amaya Zarranz considerou um “erro tratar de impor o euskara a pessoas que nom querem falá-lo” e afirmou que “o aumento de demanda social nom existe na zona nom bascófona”.

A Lei Foral de 1986 dividiu Navarra em três zonas lingüísticas: na zona bascófona o euskara é língua oficial; na zona mista, nom é oficial, mas se prevêem alguns usos oficiais na administraçom pública como na educaçom; na zona nom bascófona o euskara quase nom tem usos oficiais e na educaçom pública nom se oferta o modelo D (educaçom em euskara com a matéria de castelhano).

 

+ Ligaçons relacionadas: