13% das conversas na rua no País Basco decorrem em língua basca

A sexta Mediçom do Uso das Línguas na Rua detecta umha estagnaçom na presença oral do éuscaro · Guipúscoa é o único território onde a proporçom de conversas em basco cresceu ininterruptamente durante as últimas duas décadas · O idioma tem cada vez mais presença oral entre as crianças guipuscoanas e do País Basco do Norte, todo ao contrário do que entre os biscainhos e os navarros

Sábado, 14 Julho 2012 10:00

Atençom, abrirá numha nova janela. PDFVersom para impressomEnviar por E-mail
Engadir a del.icio.us Compartilhar no Twitter Compartilhar no Chuza Compartilhar no Facebook Compartilhar no DoMelhor

Nationalia - 13,3% das conversas que as pessoas mantinham nas ruas do País Basco no ano passado eram em língua basca, com umha proporçom muito mais elevada em Guipúscoa e bastante menor em Álaba, Navarra e no País Basco do Norte.

Som dados extraídos da sexta Mediçom do Uso das Línguas na Rua, elaborada polo Cluster de Sociolingüística do País Basco. O estudo fai-se cada cinco anos desde 1989, e desde entom tem detectado um leve aumento no uso do vasconço na rua, ainda que durante a última década tenha estagnado.

Assim, há 23 anos a primeira Mediçom do uso detectou 10,8% de conversas em basco, proporçom que subiu até 13% no ano 1997. Desde entom, ficou estável. Os dados, porém, som mui diferentes segundo os territórios, já que o estudo mede a presença do idioma em todo o País Basco, incluindo Navarra e o País Basco do Norte.

Em Euscadi é onde a situaçom do idioma é melhor. Assim, em Guipúscoa 32,7% das conversas fôrom em basco no ano passado, numha tendência à alta que se mantivo desde 1989, quando a percentagem era de 23,3%. De feito, os guipuscoanos som os únicos bascos que estám a usar cada vez mais a língua própria em cada mediçom do uso. Em Biscaia decorrem em basco 9,4% das conversas e em Álaba 4% (nos dous casos representa umha leve melhoria a respeito do ano 1989 mas também um leve agravamento em comparaçom com o ano 2006).

Em Navarra, 5,7% das conversas decorrem em éuscaro. A proporçom foi diminuindo levemente mas sem interrupçom desde 1993, quando a proporçom foi de 7,5%. E no País Basco do Norte, as conversas em basco fôrom no ano passado de 6,2%, praticamente igual que há cinco anos.

Má saúde nas capitais, melhor entre crianças e moços

O relatório também detalha os resultados nas capitais. Pamplona, Bilbau e Vitória mostram registos mui baixos, à volta de 3%, enquanto Sam Sebastiám se situa claramente melhor, perto de 16%. Em todos os casos, as percentagens som notavelmente inferiores à média dos seus respectivos territórios.

O dado para a esperança do éuscaro é que a faixa etária que mais conversas mantém neste idioma é a do meninhos: 19,2% no global do País Basco, com um pico de 48,9% em Guipúscoa e um notável 9,6% no País Basco do Norte. Em ambos os territórios, o uso do basco nas conversas entre crianças está a crescer ininterruptamente desde há vinte anos. É justo o contrário do que se passa entre as crianças navarras e biscainhas, que desde há umha década mantenhem cada vez menos conversas em basco.

Os dados do estudo, segundos do Cluster, provenhem de 97 municípios de todo o País Basco que medírom o uso do idioma por parte de 363.000 pessoas, daí que os investigadores considerem que está garantida a "fiabilidade estatística".