Partidos e entidades pedem a reunificaçom e a autonomia da Bretanha e a oficializaçom do bretom

O manifesto mais recente do bretonismo chama à unidade de todas as forças vivas do país para avançarem rumo a um novo cenário de autogoverno · O texto reclama respostas "positivas e concretas" do governo francês, entre as quais a ratificaçom da Carta Europeia das Línguas

Sábado, 04 Maio 2013 10:53

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Nationalia - O bretonismo tenta dar um novo impulso à reunificaçom da Bretanha através dum novo manifesto que liga a recuperaçom da integridade territorial do país a melhorias democráticas e lingüísticas.

À reivindicaçom habitual do nacionalismo bretom (reunificar o departamento do Loira Atlántico, agora oficialmente na regiom do País do Loira, com o resto da Bretanha, (ver mapa) acrescentam-se agora duas fortes demandas político-administrativas: dum lado, o manifesto bretonista demanda transformar a Bretanha numha única coletividade territorial, e propom que esta coletividade tenha um parlamento próprio a partir dum estatuto particular (semelhante ao que tem a Córsega).

O manifesto, que se dirige diretamente ao presidente da República, François Holande, também vai acompanhado de reclamaçons no ámbito da língua. Assim, o texto reclama que Paris ratifique a Carta Europeia das Línguas Regionais ou Minoritárias e acorde a obtençom da co-oficialidade das línguas da Bretanha (bretom e galó). O manifesto pede também a criaçom do eixo multimédia bilingüe e público (TV e rádio).

O manifesto foi assinado polos principais partidos de obediência bretá (a Uniom Democrática Bretá, o Partido Bretom, o Movimento Bretanha Progresso e Breizhistance), pola seçom bretá de Europa Ecologia Os Verdes, por entidades em defesa da língua (Ai'ta, Kevre Breizh), bem como por associaçons em favor da reunificaçom (Bretanha Reunida, 44=Breizh).

Depois de lançado o manifesto, aderírom também as escolas Diwan.

Um novo patamar na reivindicaçom bretá

Trata-se dumha iniciativa que nom é nova, que há muito tempo que diferentes grupos bretons tentam que seja assumida pola populaçom bretá e polo governo francês (como já referimos em artigos anteriores, como ara este ou estoutro). No entanto, a maneira de articular agora a qüestom com outras reivindicaçons fai que a iniciativa tenha mais consistência. O manifesto que acompanha esta iniciativa insiste em afirmar que as reformas estruturais da Bretanha som urgentes. O governo francês, di o texto, tem nas maos as soluçons "positivas e concretas" a partir das propostas do manifesto.

Todas as forças da Bretanha, "exceto as de extrema-direita", estám convidadas a "fazer sua esta plataforma comum", di o documento, que anima as organizaçons bretás "a mobilizar-se para exigirem ao governo" que aja em prol dos direitos da Bretanha.

A plataforma tem presente que nas últimas semanas, um bom número de deputados ou senadores actuou para promover o processo de reunificaçom da Bretanha e para a ratificaçom da Carta. Tem presente também que o Conselho da Bretanha administrativa participou no debate sobre a descentralizaçom da França.

 

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