A manifestação mais grande na história das Baleares, a favor da educação pública e em catalão

Mais de 80.000 pessoas unem-se contra os cortes, a "purga ideológica" e os "ataques à língua catalã" do governo do PP · O executivo balear diz que o novo modelo educativo pretende um uso "equilibrado" de catalão, castelhano e inglês · O professorado argumenta que o catalão tem de ter preeminência nas aulas para poder contra-arrestar o seu uso social, mais débil

Segunda, 30 Setembro 2013 18:40

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Os manifestantes, vestidos com as t-shirts verdes
que se tornaram símbolo contra o TIL | Fotografia de Marga Mas)

Nationalia - Os ilhéus lançaram-se ontem às ruas em Maiorca, Minorca, Eivissa e Formentera pedindo respeito ao sistema educativo público com o catalão como língua veicular. Os manifestantes vão clamar de novo contra o modelo trilingue do TIL, que reduzirá em boa parte o papel da língua catalã nas escolas baleares. O protesto segue a greve geral indefinida que começou em meados de mês de setembro entre o professorado.

Segundo dados da Sociedade Balear de Matemática, ao menos 80.000 pessoas marcharam na capital maiorquina, Palma. São números similares aos do governo espanhol, que calcula em 70.000 os manifestantes em Palma, 6.500 em Maó e 5.000 em Eivissa. Os números implicam que a de ontem foi a manifestação mais grande na história das Ilhas Baleares.

Uma "purga ideológica"

A Assembleia de Docentes (uma das organizações que apelavam à manifestação) disse no seu manifesto que a gente está decidida a "defender a ultrança a educação dos cortes, da purga ideológica, dos ataques à língua catalã". De fato, a manifestação teve um enfoque mais amplo que não o educativo, segundo o texto: "Estamos aqui para defender uma educação de qualidade e com coerência pedagógica. Mas também para defender os nossos direitos sociais e individuais. Porque não só está em perigo a educação. A lista é longa, longuíssima...". Dentro desta lista encontra-se a sanidade, a atenção à dependência, os serviços sociais, a administração pública e os serviços de extinção de incêndios.

A manifestação contava com o apoio de numerosas organizações da sociedade civil balear, sindicatos e todos os partidos políticos do arco parlamentar balear, exceto, evidentemente, do PP. Alguns manifestantes mostraram cartazes em que reclamavam a demissão do presidente balear, José Ramón Bauzá.

Um uso "equilibrado" das línguas, diz o governo

O governo balear diz que o TIL quer introduzir um uso "equilibrado" do catalão, castelhano e inglês nas aulas ilhoas. O PP pensa que o modelo prévio favorecia demasiado o catalão.

Mas os professores argumentam que o governo está a tentar implementar o uso do inglês como língua veicular com recursos insuficientes. E, ademais, recordam que o catalão é a língua própria das quatro ilhas, onde padece uma pressão muito grande do castelhano. Assim, consideram que a língua tem de ter preeminência na escola, para poder contra-arrestar a sua pior situação no uso social.

 

Vídeo da manife em Palma

 

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