A A.C Revira contra o uso espúrio do Museu de Ponte Vedra por parte de sectores galegófobos

Concentraçom-Homenagem a Castelao e contra os enterradores da língua · Sábado 12 de Setembro às 12:30 diante da estátua de Castelao (à beira do Museu de Ponte Vedra)

Sexta, 11 Setembro 2009 00:00

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O insigne galeguista Castelao impulsou a criaçom do Museu de Ponte Vedra

A. C. Revira - A Associaçom Cultural Revira de Ponte Vedra, com perto de seis anos às costas na defesa da língua e cultura próprias da Galiza, quer expressar a sua rejeiçom à próxima celebraçom no Museu da cidade de umhas jornadas da entidade ultra-espanholista Galicia Bilingüe e financiadas pola Deputaçom provincial.

Denunciamos o aberrante e fraudulento papel da Deputaçom de Ponte Vedra na organizaçom de umhas Jornadas que tenhem como objectivo a difusom das ideias fundamentalistas da associaçom que baixo umha suposta apariência 'bilingue' agocha a pretensom de derrogar a Lei de Normalizaçom Linguística do galego e o estabelecimento de modelos segregacionistas para o ensino, dirigidos à marginalizaçom da nossa língua e à hegemonia do espanhol, retrotraendo-nos juridicamente à etapa pré-estatutária.

Estimamos como umha afrenta e um insulto à dignidade a cessom das instalaçons do Museu de Pontevedra, vencelhado na sua fundaçom e memória a Castelao, para a promoçom de ideias diametralmente opostas às defendidas por quem luitou até a sua morte a prol da nossa língua nacional e os nossos direitos como povo. Em reconhecimento ao seu legado político e como acto de desagrávio organizaremos umha concentraçom-homenagem perante o monumento a Castelao, à beira do Museu, como firme opossiçom à utilizaçom ilegítima da entidade e à memória de quem luitou contra as ideias que Galicia Bilingüe e Rafael Louzán patrocinam.

Resulta indubitável cinismo que umha instituiçom pública que di representar interesses colectivos de parte de galegas e galegos tenha paralizada a adquisiçom de livros em galego com o argumento da moderaçom nos gastos, mas que a seguir achegam vários milheiros de euros a quem pretende reduzir a língua a mero objecto de museu.

Por isso, exigimos a demissom do presidente da Deputaçom de Ponte Vedra, Rafael Louzán (PP), quem estimamos que chegou demasiado longe. Do apoio mais ou menos tácito a Galicia Bilingüe passou directamente ao financiamento encoberto das suas actividades e à cessom do Museu baixo competência da entidade provincial a umha entidade contrária ao desenvolvimento da cultura galega. Resulta óbvio que a língua e cultura próprias afirmam a existência da Galiza como umha naçom diferenciada, mas dentro do actual ordenamento jurídico-político fundamentam a existência da Comunidade Autónoma Galega, algo recolhido no Estatuto de 1981, com o qual a própria Deputaçom parece nom aceptar sequer o mínimo marco autonómico.

Consideraçons sobre a língua

O conflito lingüistico galego nom surge de decisons conscientes, motivadas por umha suposta 'liberdade de escolha individual' mas por umha impossiçom secular do castelám por parte de governos espanhóis e elites intermediárias, com o objectivo de consolidar a pretendida 'naçom espanhola' e subjugar a nossa identidade nacional. Desta forma, e com umha prolongada manobra de engenharia social consistente no adoutrinamento a partir da educaçom na fobia ao idioma natural da Galiza, assim como na marginalizaçom na vida pública da nossa língua através de diferentes normas e decretos oficiais, conseguírom ir reduzindo o número de falantes até cifras alarmantes. Este processo é agravado na actualidade desde meios empresariais que promocionam constantemente o uso do castelám e ocultam a existência de idiomas como o nosso.

A expansom do castelám nom é um fenómeno 'natural' nem 'espontáneo', mas umha questom de Estado cara à homogeneizaçom cultural e étnica, ainda que tenha sido eliminando progresivamente identidades colectivas como a nossa. É por isso que Galicia Bilingüe e entidades espanholistas que operam noutras naçons com língua própria no Estado luitam pola derrogaçom das exíguas normativas autonómicas que intentam paliar a continuada perda de falantes e dinamizar as línguas para atenuar a secular imposiçom do espanhol como língua única.

Perante esta situaçom de acosso, e conscientes de umha realidade histórica negadora do nosso idioma, opomo-nos aos que apelam fraudulentamente a umha suposta 'liberdade de escolha individual' enquanto se esquecem interesadamente de que para que esse direito poda existir deveriam pôr-se em marcha mecanismos que garantissem umha mínima equidade. Para esses que entonam a LIBERDADE mas esquecem a IGUALDADE, indisoluvelmente ligadas para lograr a JUSTIÇA social; para esses que nom fam mais que reafirmar conceitos supremacistas e nos querem devolver à pior situaçom das possíveis, ao pleno franquismo; para os que pretendem submeter a nossa dignidade colectiva, negando-nos e humilhando-nos, para os que acreditam no darwinismo lingüístico e social, tam só podemos afirmar a nossa vontade firme de desvendar a mentira e lograr a normalizaçom plena do nosso idioma.

O galego e a Constituiçom espanhola

Para rematar, lembramos um dos fundamentos da 'naçom' espanhola, recolhido na sua Constituiçom de 1978, e que impom de facto o DEVER de conhecer o espanhol no artigo 3º, o qual consolida a imposiçom do castelám e mais a desigualdade jurídica para o nosso idioma, ao que se reserva unicamente um “direito ao conhecer e ussar” o qual tem umhas gravísimas consequências para o desenvolvimento normal da língua.

Galicia Bilingüe é umha estafa ideológica e Deputaçom roça a prevaricaçom ao organizar umhas Jornadas galegofóbicas contra a Lei de Normalizaçom Linguística para umha entidade externa que aparece nos cartaces como 'colaboradora', mais que na realidade é a que tem a iniciativa.

Da Revira animamos a sociedade galega a nom ficar calada perante as agressons ao idioma e ao esbanjamento de recursos públicos para negar a nossa cultura, assim como a se oporem às involuçons em matéria de língua, pulando por chegar a metas mais ambiciosas, onde se restabeleça a dignidade e a normalidade no desenvolvimento do nosso idioma e cultura sem limitaçons externas nem intervençons ao jeito de colónia.