Festa do Samaim no Mádia Leva!

Este é o terceiro ano que celebramos a festa das cabaças

Terça, 27 Outubro 2009 00:00

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Mádia leva! – O próximo dia 31 de outubro, sexta-feira, celebramos no centro social (Rua Amor Meilám -antiga rua do Sol+ nº18, rés-do-chao) a festa do Samaim. As actividades começarám às 19h com obradoiro de cabaças, ceia e música nas ruas.

O primeiro ano tivemos conta contos e umha queimada-performance, levando depois as cabaças até a praça de Santa Maria na nossa particular Santa Companha. O ano passado foi o Samaim anti-especulativo assinalando as obras da máfia urbanística com sinistras cabaças. Os defuntos nom esquecem.

A noite do 31 de outubro começa o ano novo celta sendo a sua festa em honor d@s defunt@s, que marca a transiçom do outono ao inverno. Nesta noite, nas nossas tradiçons lembramos aos mortos preparando alimentos e agasalhos. Polo samain era costume baleirar nabos de grande tamanho –posteriormente cabaças- para pôr-lhes dentro candeias. Vários séculos depois esta tradiçom –que se mantém ainda na Galiza- tem continuidade nas festas de Halloween, que poderiam ter exportado aos Estados Unidos os irlandeses no século XIX e começos do XX.

Na Idade Média a Igreja cristianizou a festa do Samaim convertendo-a no Dia de Todos os Santos, também conhecido como o Dia de Defuntos.

A festa do Samaim tivo vigência por toda a Galiza até há trinta anos, com a elaboraçom das cabaças como símbolo. Estas costumavem deixar-se nos caminhos ou onde há cruzeiros. Nom estamos a importar nengumha festa ianque, mas recuperando umha tradiçom galega.

Parte da 'culpa' de que conheçamos melhor esta festa tivo-a um mestre de Cedeira chamado Rafael López Loureiro, quem recolheu informaçom por todo o país descobrindo a sua pervivência em muitas vilas. Mesmo em zonas do norte de Cáceres, de fala galego-portuguesa, também se celebrava deste jeito. Parte do seu trabalho recolheu-no na obra Caliveiras de Melom. Agora som muitas as associaçons e colectivos no país que estám a recuperar o Samaim.


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