Trilingüismo? Que se deixem de lérias!

«A que se referem exactamente com isso de implantar o trilingüismo?»

Quarta, 28 Outubro 2009 09:20

Atençom, abrirá numha nova janela. PDFVersom para impressomEnviar por E-mail
Engadir a del.icio.us Compartilhar no Twitter Compartilhar no Chuza Compartilhar no Facebook Compartilhar no DoMelhor

AGIR – Anxo Lorenzo, secretário geral de Política Lingüística, nom só nom está preocupado com a situaçom de marginalizaçom do galego na escola, senom que é um dos principais promotores da mesma como cargo político do PP que considera umha aberraçom o "decreto do 50%".

Agora, porém, surpreende-nos com iniciativas em matéria lingüística que, se bem próprias do seu departamento, semelham situar a análise da realidade desde um cómodo escritório em Harvard mais do que desde a Galiza real que vem de mobilizar-se pola segunda vez num ano, massivamente, contra a sua gestom.

Segundo o senhorito, o novo decreto do ensino impulsionado por ultraminoritários colectivos extremistas galegófobos, deve ser a ferramenta para acolher o inglês no ensino nom universitário. Mas... a que se referem exactamente com isso de implantar o trilingüismo?

Gradualmente, irá-se adequando o material didáctico e a formaçom docente para responder a este critério. O resultado será que algumhas das matérias se oferecerám num segundo idioma estrangeiro (entenda-se, depois do castelhano): o inglês.

É paradoxal que os mesmos que admitem estar inquietos com a imposiçom do galego, nom duvidem em impor, com todas as letras, umha língua que, se bem com notória importáncia na globalizaçom capitalista, nom responde às necessidades quotidianas e profissionais da grande maioria do estudantado galego. Esse estudantado que, no entanto, segue a abandonar a escola, após dez anos cursando inglês, sem saber construir decentemente umha frasse. A menos, claro, que acuda ao ensino extraescolar para melhorar as suas aptitudes.

De AGIR opinamos que, o que cumpre, é dignificar a escola e tirar todo o potencial às inumeráveis horas que o estudantado dedica em balde a, supostamente, aprender idiomas. Longe está da nossa política erradicar a aprendizagem de quaisquer línguas do planeta.