Comunicado da plataforma Ferrol Fala Galego: Paremos o decreto contra o galego

Greve geral no ensino no dia 21 de janeiro

Quinta, 07 Janeiro 2010 00:00

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FFG – A plataforma Queremos Galego convocou as comunidades educativas para um paro geral no ensino o 21 de janeiro, como contestaçom ao decretaço. A agressom é histórica, sem dúvidas a mais forte contra o idioma próprio em toda a etapa democrática.

Por isso é tam importante que nos impliquemos todas as pessoas com sensibilidade pola nossa cultura, independentemente da língua que falemos no dia a dia, para fazermos do 21 de janeiro umha data também histórica na resposta social.

Alberto Núñez Feijóo sabe que este decretaço nom conta com o respaldo nem das famílias nem do professorado nem do estudantado. Por isso apresentou-o no médio das férias, em véspera de fim de ano, à última hora do serám e mudando in extremis também o lugar de reuniom do Conselho da Junta, por vez primeira na legislatura. Só lhe faltou faze-lo de noite e no médio dumha fraga perdida.

Com o seu característico discurso cínico, Alberto Núñez Feijóo baptizou o disparate como “decreto do plurilingüismo”, quando a realidade é que com esta proposta nom se podem melhorar as competências comunicativas de nengum dos três idiomas indicados.

A propaganda sobre a aprendizagem do inglês é unha burla tremenda, porque se vende um suposto “trilingüismo” que, à margem doutras consideraçons, é impossível de aplicar em quase toda a Galiza. Assim o reconhece a disposiçom transitória primeira deste decreto, que assinala que enquanto nom houver professorado capacitado para dar aulas nesta língua estrangeira, isso nom se fará. Essa disposiçom adicional acaba anulando todo o dito no resto do articulado. Com as falácias sobre o inglês o que tentam é confundir à opiniom pública e camuflar esta navalhada contra o idioma da Galiza.

No caso do castelhano e do galego, é obriga do Governo garantir que os estudantes finalizem cada etapa educativa com competências nas duas línguas oficiais. No entanto, isso nom se está a conseguir para o idioma próprio, tal e como o corroboram estudos e informes realizados polo Conselho Escolar da Galiza, o Instituto Nacional de Estatística, o Conselho da Cultura Galega ou a Rag.

O último censo de populaçom e vivendas destacava que um 20% dos rapaces e raparigas de entre 14 e 19 anos som analfabetos funcionais em galego. A Junta, em lugar de ajudar a resolver este gravíssimo problema, acrescenta-o e cria outros novos. Como se pode entender que, perante esta situaçom, o que se proponha seja justo reduzir a presença da língua própria no horário escolar?

O outro eixo da propaganda deste decreto é que disque oferece a “liberdade” dos pais para escolherem que matérias se impartirám em que línguas através de consultas. Assim, a Junta esquece as suas funçons, trasladando as suas responsabilidades às comunidades educativas, abrindo unha fonte de enormes conflitos mesmo entre famílias.

Mas, se nom nos guiamos pola cínica grandiloquência da Junta e imos ao texto do decreto veremos em que consiste isso em realidade. Na educaçom infantil, disque a maioria decidirá a língua veicular e nom se sabe que é o que se passará com as famílias que saiam perdedoras dessa votaçom. Ademais, as consultas às nais, aos pais ou aos tutores serám cada quatro anos, de forma que um opina sobre a educaçom dos filhos dos demais e vice-versa. Um autêntico disparate.

Perante à imposiçom unilateral de Núñez Feijóo, as comunidades educativas reclamamos que se escuite a nossa voz. O presidente da Junta deveria lembrar que o decreto ainda em vigor contou com o respaldo dos sindicatos que representam o 90% do professorado, a federaçom de ANPAs públicas, todas as organizaçons estudantis e todos os movimentos de renovaçom pedagógica. O seu decreto contra o galego, pola contra, nom gera mais que rejeitamento. Se nom o lembra, lembraremos-lho o 21 de janeiro.

Este decretaço imo-lo tombar!

 

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