Manifesto de Galiza nom se vende em defesa da língua

GNSV estará na manifestaçom de apoio ao ensino em galego no dia 21 de Janeiro, em Compostela

Segunda, 18 Janeiro 2010 00:00

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GNSV – De Galiza Non Se Vende (GNSV) queremos manifestar a nossa total oposiçom ao decreto do galego no ensino do PP, pois constitui um atentado à língua galega e, portanto, um atentado à cultura e à identidade da Galiza.

Nom podemos admitir um decreto que pretende legitimar o abandono da língua polos poderes públicos e interromper a sua transmissom inter-geracional.

Nom podemos consentir que se menospreze o direito dos galegofalantes a usar, conservar e transmitir a língua própria como legado, e que se impossibilite a normalizaçom do seu uso polo resto da populaçom.

Nom podemos tolerar que a miséria intelectual, a inconsciência e a insensibilidade dos que se avergonham de serem galegos sirvam como justificaçom espúria de umha pretendida liberdade para destruir unha língua que é o nosso mais prezado património cultural e um valioso património da humanidade.

O decreto que nos ocupa, igual que outras disposiçons legais, que nom legítimas, revela o absoluto desconhecimento da realidade do nosso país, e o desprezo da nossa cultura, por parte de quem nos governa.

A incessante pressom sócio-político-económica sobre a nossa terra ao longo da historia colocou a nossa língua em umha posiçom de desvantagem que pode provocar a sua desapariçom, e que é preciso neutralizar com medidas de protecçom eficazes. Mas nengum dos governos que sofremos tivo nunca umha intençom clara de fazer do galego a língua veicular do ensino, único caminho viável para a sua normalizaçom.

Nom reconhecer este feito, e adoptar unha postura contrária, converte ao governo da Junta em promotor da desapariçom da língua galega.

Os membros dos mais de sessenta colectivos que formamos GNSV somos conscientes da nossa identidade. Sabemos que o nosso méio natural é único e valioso, nem mais nem menos que qualquer outro do planeta, mas é o nosso, nom porque o possuamos, mas porque a ele pertencemos. Também sabemos que a língua galega é tam só, mas nada menos que, unha das línguas do mundo; umha obra colectiva do nosso povo ao longo da historia; nem melhor nem pior do que outras, mas é a nossa; o méio com o que construímos o nosso pensamento, e o mais valioso contributo da Galiza ao património cultural da humanidade. Devemos estar legitimamente orgulhosos desta nossa herança, e nom podemos consentir que seja nesciamente desprezada, nem irresponsavelmente destruída.

Defendemos a Terra e, portanto, a biodiversidade. Polo mesmo, defendemos a diversidade cultural que permitiu ao ser humano adaptar-se à biosfera e, portanto, defendemos a nossa cultura e a nossa língua.

Terra, cultura e língua vam da mao. Destruir a nossa terra é destruir a nossa cultura, ao fazer desaparecer o seu suporte material. Destruir a nossa terra é destruir a nossa língua, ao fazer desaparecer os lugares que nomea, as actividades que descreve, a memória que ela guarda e lembra. Destruir a nossa língua é deixar á nossa terra orfa de nomes, vazia de significado, carente de memoria cultural, desprotegida.

Temos a responsabilidade de defender o nosso méio natural e, portanto, o nosso património cultural identitário, e o nosso idioma, e de preserva-los para as geraçons vindouras. Igual que nom consentimos a destruiçom nem a privatizaçom do nosso território nem do nosso mar, nom imos consentir nengumha agressom mais à nossa língua.

De GNSV, rede participativa, nom jerárquica, apartidária, aberta a toda a sociedade, consideramos que a defensa da riqueza lingüística e da cultura do nosso País fai necessário e inevitável o estrito incumprimento deste malfadado decreto do galego no ensino.

Por todo o referido, mostramos o nosso pleno apoio à manifestaçom em reinvindicaçom de um ensino em galego que, convocada por diversas organizaçons,  terá lugar no dia 21 de janeiro, e partirá ás 12h00 da Alameda de Compostela.