O CC Buril organiza apresentaçom do documentário 'Redeiras'

Terá lugar no sábado 20 de março às 17h30, no salom de conferências de Burela

Terça, 16 Março 2010 00:00

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O ofício das redeiras requer de muitos anos de aprendizagem

Buril – O Colectivo Cultural Buril organiza para o próximo sábado 20 de março às 17h30 no salom de conferências de Burela, a projecçom do documentário Redeiras e, posteriormente, umha mesa redonda na que intervirám Mª Jesús Alonso López (presidenta da Asociaçom de redeiras “Cabo Burela”), Ángeles Millé Rodríguez e Rosa Rodríguez Vidal (secretária e presidenta da Federaçom Galega de Redeiras artesás).

As redeiras som um colectivo de trabalhadoras que, dia a dia, trabalham nos portos galegos elaborando e reparando malhas e aparelhos pesqueiros. A maior parte som mulheres que, como moitas outras, começam a sua jornada de trabalho de manhá cedo e rematam na última hora da tarde. Mas é necessário salientar que é o que fai que o seu trabalho seja mui diferente do de outras galegas. O facto de serem mulheres fijo com que, durante muitos anos, o seu trabalho fosse pouco menos que “invisível” para as administraçons com a perda de direitos que isso acarreta, ou que socialmente fosse considerado como umha “ajuda” do salário que se necessitava na casa.

Os dados oficiais falam de umhas 700 mulheres que se dedicam a este trabalho na Galiza, mas estima-se que o número pode case duplicar-se tendo em conta as que trabalham de jeito ilegal. Aqui é onde radica um dos importantes problemas deste colectivo, o intrusismo laboral, que fai com que em muitos portos como o de Burela, Malpica, Laxe, A Guarda... o trabalho nom regulamentado e a economia submergida gerem umha competência desleal que provoca que as redeiras tenham uns salários muito menores e umha deficiente situaçom laboral.

Outro ponto importante que se há-de considerar é o referido à formaçom, pois este ofício requer de muitos anos de aprendizagem polo que umha das principais exigências destas trabalhadoras é que se impulsione a formaçom profissional e a melhora das condiçons, de jeito que o relevo geracional seja mais doado do que é a dia de hoje.

Além disto, outra das problemáticas importantes é que nom se lhes reconhecem as doenças que som derivadas da sua profissom (como por exemplo as dores cervicais ou as hérnias discais), o que vém sendo outra das luitas diárias destas mulheres.

A Federaçom Galega de Redeiras nasceu no ano 2004 e integra a 12 associaçons de toda a Galiza, entra as que está a associaçom de redeiras “Cabo Burela”. A partir de entom, estas mulheres caminham juntas para atingir a dignificaçom da sua profissom e sair da invisibilidade em que se encontram desde há décadas, luitando contra o intrusismo profissional e a competência desleal, reivindicando a melhora das condiçons laborais, promovendo a formaçom e assim ajudar a garantir o relevo geracional desta profissom que é fundamental na Galiza e da que muitas e muitos de nós somos desconhecedores.

Do que o Colectivo Cultural Buril, convidamos a todas as pessoas interessadas em conhecer de perto o trabalho deste colectivo de mulheres, tradiçom ancestral da nossa vila e do resto do país, a que assistam este sábado à projecçom do documentário e participem da mesa redonda em que as redeiras nos achegarám o seu dia-a-dia e os esforços que realizam, e ficam por realizar, por dignificar o seu trabalho.