Coordenaçom dos Centros Sociais

«Já se tem formulado a sua coordenaçom a nível nacional noutras ocasions, mas aqui vamos fazer umha proposta distinta»

Sexta, 07 Maio 2010 10:24

Atençom, abrirá numha nova janela. PDFVersom para impressomEnviar por E-mail
Engadir a del.icio.us Compartilhar no Twitter Compartilhar no Chuza Compartilhar no Facebook Compartilhar no DoMelhor

Vista parcial da capa do Guia de Centros Sociais da Galiza

Galizalivre.org - Nos últimos anos a proliferaçom de centros sociais no país criou umha nova realidade política: perto de 30 locais distribuídos por todo o território (ainda que predominantemente no Eixo Atlântico) conformam umha rede na que se começa a assentar a comunidade nacional galega.

Cada um é um mundo, respondem a realidade locais ou comarcais concretas, e estám mais influídos por umha ideologia ou outra.

Já se tem formulado a sua coordenaçom a nível nacional noutras ocasions, mas aqui vamos fazer umha proposta distinta, afastando-nos de “processos constituintes” ou debates ideológicos-identitários. De um jeito ou outro, os centros sociais partilham umhas necessidades que seguramente sejam mais fáceis de suplir associando-se. É neste sentido no que talvez tenha mais sentido começar a entender a cooperaçom e coordenaçom entre centros sociais, na atençom de necessidades básicas, antes do que acordos ideológicos no ar que rematam esvaecendo por nom atenderem a realidades concretas.

Por exemplo, nas comarcas pequenas seria interessante adquirir infraestrutura pensando nas necessidades do conjunto de colectivos; dam-se casos do estilo de haver sete associaçons, cada umha com o seu projector, para realizar cinco projecçons ao ano entre todas. A nível nacional poderia ser viável, por exemplo, mercar umha carpa –poucas actividades ao ar livre podem prescindir dela no nosso país– entre vários centros sociais e fazer um calendário para o seu uso, que mesmo se poderia complementar com o seu aluguer a outras entidades.

Isto valeria para outras infraestruturas deste tipo, sempre mui custosas. Os locais que tenham balcom quiçá podam conseguir melhoras nos preços das bebidas se fazem pedidos mais grandes, em conjunto com outros locais. Para os centros sociais que aceitem o financiamento através de subsídios, poderia ser interessante ter umha espécie de assessoria (semi-liberando umha pessoa quiçá?) que informa-se regularmente das subvençons que se publicam, que ajude com a burocracia, dê todo tipo de assessoramento legal: que licença tem que ter um centro social para vender bebida? Como reagir perante umha sançom económica, etc.

Umha das tarefas militantes no que mais tempo se investe é na propaganda. Por que nom acostumar-se a programar o que se poda com tempo, e fazer um cartaz mensal unificado por comarca com todas as actividades dos colectivos? Um bom exemplo de que isto pode funcionar é a organizaçom das festas populares da Ascensom em Compostela neste ano. Este modelo poderia aplicar-se todo o ano e em todas as comarcas. Até poderia servir para intentar que as actividades nom se “pisem” na medida em que for possível.

Outra maneira de reforçar o tecido comunitário pode ser a realizaçom de “intercâmbios” entre centros sociais. Por exemplo, a gente do CS A Fouce de Bertamiráns poderia ir um fim-de-semana ao CS Aguilhoar de Ginzo de Lima: conhecer a gente, roteiros pola comarca, festas e comidas de convívio, etc., e semanas depois devolver-lhe a visita visitando a gente do Aguilhoar o Val da Amaía.

Temos exemplos já de actividades mui bem pensadas neste nível, como é a expossiçom sobre Joám Jesus Gonçales realizada pola gente do Fervedoiro de Cúntis que está a percorrer todo o país. E nom é só que umha exposiçom circule e chegue a mais gente; é que em cada inauguraçom a gente de Cúntis conhece gente do lugar ao que vam, criam-se contactos, e a potencialidade à hora de realizar qualquer mobilizaçom ou actividade multiplica-se, estreitando os laços da nossa emergente comunidade nacional.

Nom é somar, é sempre multiplicar, e enriquecer o próprio acervo militante, à vez que se sentam as bases (antropológicas, quase) para hipotéticas acçons a nível nacional. Trata-se, enfim, de habilidades para melhorar a articulaçom dos espaços disidentes do país, e multiplicar a sua força e eficácia. Há que botar-lhe imaginaçom e atender a um ponto que sempre parece secundário e “técnico” nos debates teóricos, mas que é de vital importância.

 

+ Ligaçons relacionadas: