Manifesto da Festa da Língua 2010

Segunda, 10 Maio 2010 08:09

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PGL - A seguir reproduzimos o manifesto da AC Revira com motivo da Festa da Língua 2010.

Manifesto da Festa da Língua 2010

Mais um ano, a Associaçom Cultural A Revira quer celebrar com toda a cidadania ponte-vedresa um dia de reivindicaçom e festa dedicado à nossa língua.

Neste ano que tem passado desde a anterior Festa da Língua muitas cousas tenhem acontecido, e da Revira tentamos acompanhar todas as luitas populares que se tenhem desenvolvido na nossa comarca neste tempo. Fruito dessa vontade de fortalecer os movimentos populares e à própria Revira é a decissom de nos trasladarmos de local para um outro localizado ao lado do “Hospital Provincial”, na rua Gonzalo Gallas, onde nos poderedes encontrar todo o ano.

Neste ano, muitas luitas das que se travárom na comarca tenhem sido objecto da nossa atençom: os comuneiros de Salzedo contra as agressons da Brilat ou a luita pola sanidade pública som exemplos disto. Temos um Centro Social aberto também aos movimentos organizados da comarca: organizaçons como a CNT ou Galiza Nova, associaçons anti-repressivas como Ceivar, cooperativas de consumo responsável como “Gradicela”… tenhem usado um local que queremos que seja de todos, do povo galego.

Um centro social também aberto à cultura, dando voz a audiovisuais que nom contam com os favores do mercado, abertos às nossas festas populares, aberto ao internacionalismo e à formaçom de pessoas que visam transformar a nossa comarca de unha óptica comprometida com a nossa naçom e as suas classes populares.

A língua é um dos pilares fundamentais do CS Revira e um compromisso irrenunciável. Se somos galegos é por obra e graça do idioma, dizia Castelao. Quer dizer, se existimos como povo é por causa e conseqüência da nossa língua, e assim quigemos demonstrá-lo homenageando-o quando colectivos galegófobos vinhérom de maneira provocadora usar o mesmo Museu em que ele trabalhava para defender as suas teses supremacistas e racistas.

O galego passa por momentos complicados, mais nos espaços urbanos da Galiza. Sabemos que o quadro jurídico-político da reforma implantado desde 1978 é lesivo para o nosso idioma, reduzindo-o a umha posiçom subordinada que quer consagrar a desigualdade e discriminaçom histórica que tem sofrido. Partindo desta situaçom, hoje ademais contamos com um governo galego que quer desmontar o mínimo aparelho legal, social e institucional existente para o galego, e acelerar umha substituiçom lingüística que avança rapidamente. Baixo um discurso neoliberal, os exterminadores pretendem continuar com a discriminaçom e estigmatizaçom dos galegofalantes até acabarem com nós. Mas nom o vam conseguir.

Da Revira queremos contribuir para modificar o estado das cousas. Assim, difundimos e apoiamos iniciativas a prol do nosso idioma: neste último ano apoiamos os paros e manifestaçons polo galego do passado 18 de Outubro ou do 21 de Janeiro denunciando o decreto galegófobo para o ensino, passárom polo nosso local iniciativas como eufalo.tv, convidamos escritores e sociolingüistas a oferecerem a sua visom da língua; e fundamentalmente, contribuímos à sua visualizaçom e emprego: porque a língua nom é um aparelho morto ao qual reverenciar, mas um instrumento vivo que normalizar em todos os espaços.

Temos língua, somos um povo; temos força, esperança e a razom. Aguardamos que o dia de hoje seja umha festa de convívio, normalidade e alegria: conta-contos, música, livros, vídeos da manhá à noite, para crianças, jovens e maiores. Aguardamos que seja umha amostra do que queremos construir, do que queremos que sejam todos os dias do ano.

Da Revira, passai um grande dia mergulhados/as no galego, e viva a nossa língua!