Paremos a demagogia e a mentira dos espanholistas. Na Galiza, em galego

Nós-UP contesta manifestaçom pró-espanholista da Corunha

Domingo, 19 Outubro 2008 00:22

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Nós-UP - A situaçom sociológica do galego nom fixo mais do que piorar, em termos gerais, em quase trinta anos que levamos de autonomia. Nem a Lei de Normalizaçom Lingüística, nem os decretos sobre o galego no ensino (estes sempre fortemente contestados polos sectores mais reaccionários) lograrom parar a perda de falantes, nem conseguirom que a língua galega tenha hoje maior prestígio social.

Hoje por hoje na Galiza, viver em galego, realizar tarefas da vida quotidiana em galego, é quase umha utopia. Se umha pessoa fala galego no ámbito laboral, no ámbito educativo, no ámbito do lecer, está condenada a serem a nota discordante, o elemento exótico. Se ainda por cima é galego-falante conseqüente e pretende acceder a um emprego falando em galego, pretende ser atendido na administraçom, ou num serviço privado da índole que for, na sua língua, nom apenas se expom a nom conseguir o seu propósito, mas inclusso pode receber qualquer agressom verbal ou física.

A burguesia galega, e nomeadamente a da Corunha, sempre foi refractária a qualquer avanço na normalizaçom da língua do país. O galego nom cabe no seu projecto social, que eles concivem inamovivelmente dentro do projecto nacional espanhol, porque os seus interesses som subsidiários dos do estado espanhol. Esta burguesia, ligada com certo funcionariado e com a igreja católica, tem o espanhol como língua própria e nom está interessada na implantaçom do galego na vida pública, nem está disposta a conceder-lhe ao galego o rango social do espanhol, porque o espanhol é a nível simbólico um distintivo dos seus privilégios de classe. Do mesmo jeito, esta elite está claramente interessada em que perdurem os preconceitos sociais contra o galego, porque se o povo trabalhador continua a ver o castelhano como chave de promoçom social, este nom reivindicará presença pública para a língua própria do país e progressivamente a irá abandonando.

Umha Galiza mutilada de um elemento diferenciador tam importante (de facto fundamental) como é a língua, é umha Galiza em vias de desapariçom como tal. E essa é a batalha que estám a librar os grupos de pressom reaccionários que estám detrás de associaçons fantasmas como a Mesa por la Libertad Lingüística ou Galicia Bilingüe. Auto-afirmando-se no seu sobérvio e descarado anti-galeguismo e defendendo de maneira mesmo violenta os privilégios da populaçom castelhano-falante, querem acelerar o processo de abandono da língua que se está a dar na sociedade galega. Perseguindo ao movimento social que defende ao galego, pretendem criminalizar a aqueles e aquelas que defendemos a nossa língua nacional. Colocam-se à altura do Ku Klux Klan, que também tinha um discurso parecido para se enfrentarem ao movimento que reclamava direitos civís para a populaçom negra nos Estados Unidos. Falavam da “opressom negra” como estes grupos falam da “imposiçom do galego”.

Ante estes ataques à língua galega, que som ataques ao povo galego, pois a língua é obra e património do povo, NÓS-Unidade Popular pronuncia-se a favor da movilizaçom social em defesa da língua nacional da Galiza e insta sobre tudo ao movimento associativo que trabalha entorno à língua e à cultura a que se una para sem sectarismos encabeçar umha resposta a este movimento involucionista, que pretende cercear-nos umha parte fundamental da nossa identidade nacional.

Língua Galega, Língua Nacional!!! Na Galiza, em Galego!!!


(*) Comunicado original na página de Nós-UP.