Está órfã de dicionários a língua?

O novo dicionário da RAG, de só 50.000 verbetes, leva mais de um ano de demora respeito da última data fornecida

Quinta, 21 Outubro 2010 08:01

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Interface do e-Estraviz

Maria Espantoso - Desde que começou este mês de outubro, o dicionário online da editora Ir Indo só é acessível mediante pagamento, com o qual desaparece o único no seu género adaptado e atualizado à norma ILG-RAG. Nom fôrom poucas, precisamente, as vozes que lamentárom a perda do «único» (?) dicionário deste tipo para a nossa língua.

Já meado o mês, conhece-se umha outra notícia. A Real Academia Galega finalizou o trabalho de redaçom do seu novo dicionário, o primeiro desde a reforminha normativa do ano 2003. Nada menos que sete anos demorou a elaboraçom de um volume de apenas 50.000 verbetes que só chegará às livrarias em 2011, mais de um ano de demora respeito das previsões do anterior presidente, Barreiro.

Tampouco se sabe com certeza se este novo dicionário terá, por fim, versom eletrónica. Em entrevista para o Xornal de Galicia a fevereiro de 2009, Xosé Ramón Barreiro Fernández afirmava que:

Agora [sic] sae unha nova edición do dicionario. Sabe canto custa facelo? Vinte millóns de pesetas. Haberá que darlle tempo á editorial que o publica para recuperar o investimento, non si? Eu non teño eses vinte millóns. Se a min a Real Academia Española me dá eses cartos, mañá mesmo está na rede.

O melhor dicionário galego

Longe desses interesses monetários, e com mais do duplo de verbetes está o dicionário e-Estraviz, que leva mais de cinco anos a se atualizar constantemente. Aliás, esta autêntica obra mestra foi redesenhada em 2009, melhorando a interface e incrementando em mais de 20% o número de verbetes, convertendo-o no mais completo de quantos se figérom na Galiza ao alcançar já mais de 125.000.

O dicionário conta, ainda, com mais de 1.000 gentílicos galegos, da lusofonia e do resto do mundo; foram corrigidas algumas gralhas, bem como deu um passo a frente tentando banir definições ‘clássicas’ que várias/os internautas assinalaram como despetivas do ponto de vista do género ou outras condições.

E todo isto, é claro, de maneira totalmente gratuita e atualizada mês a mês, quando nom dia a dia. Em rigor, pois, nom se pode afirmar que a língua esteja órfã de dicionários, todo o contrário.


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