Como profissom, mulher

"Ser mulher, na maioria dos países e situaçons, é já um trabalho"

Sexta, 25 Março 2011 18:55

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Jorge M. de la Calle - Umha editora dum jornal que atende o seu neno recém-nascido enquanto responde e-mails, diagrama artigos e redige novas de atualidade. Umha presidente dumha fundaçom que dedica os tempos livres da sua reforma à jardinagem, à bijutaria e ultimamente, à fotografia.

 

 

Umha professora e inteletual que tem de aturar o assédio sexual e laboral e, ultimamente, o maltrato físico e psicológico da sua família. Umha mai primípara que deve arranjar trabalho para manter o seu filho. Umha secretária dum centro para gente nova que escuita as “coitas” dos moços e moças enquanto organiza a toda a velocidade exposiçons, colóquios e concertos.

Mulheres reais e anónimas, amigas, que tiro da minha experiência vital, da vida quotidiana. Todas estas mulheres tenhem em comum que som trabalhadoras, todas estas trabalhadoras tenhem em comum que som mulheres. Em todas influi positiva ou negativamente, para bem ou para mal, a sua condiçom de mulher, de mulher atenta aos detalhes, sensível, maternal, agarimosa, feminina ou masculina, valente, mas também discriminada, culpabilizada, pressionada, assediada, maltratada ou violada por umha sociedade em que ser mulher trabalhadora é ainda um privilégio ou um castigo.

Umha sociedade em que as mulheres recebem um 20% menos que os homes pola mesma atividade, em que continuam sem existir as políticas de conciliaçom da vida doméstica e laboral, em que ficar grávida é considerado ainda um problema mais que um dom, umha dádiva, ou umha esperança de futuro. Todo o contrário.

Por isso berro, como a Mafalda de Quino que berrava cada vez que havia um “Dia de...” com umha causa justa, e dedico este dia à minha mai, às minhas amigas e a todas as mulheres trabalhadoras deste mundo, o que, na maioria dos casos, é dizer umha redundáncia, porque ser mulher, na maioria dos países e situaçons, é já um trabalho.