Docentes de Português na Galiza apoia a iniciativa para introduzir o ensino do português na EOI de Monforte

Até agora, mais de quarenta pessoas fizeram a pré-inscrição disponibilizada pela escola

Terça, 24 Abril 2012 00:00

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DPG - Um requerimento foi recentemente apresentado para introduzir o ensino do português na EOI de Monforte. Até agora, mais de quarenta pessoas fizeram a pré-inscrição disponibilizada pela escola para avaliar o grau de interesse. Na atualidade, os monfortinos/as que estudam português deslocam- se às afastadas EOIs de Lugo e Ourense.

Os requerentes fundamentam o seu pedido com vários argumentos, entre os quais se destacam as razões de tipo laboral, económico e logístico. Assinalam-se a emergência económica do Brasil, as relações comerciais com Portugal e as vantagens para a formação profissional, além da proximidade cultural. Lembra-se a rapidez com que em português se consegue um nível de língua pontuável para concursos públicos de emprego. E aponta-se a discriminação atual dos monfortinos e monfortinas, que têm de se deslocar para estudar português.

A língua portuguesa é atualmente ensinada nas EOIs das sete maiores cidades galegas, bem como em Vila Garcia e na secção tudense da EOI Vigo. Durante o último ano têm-se registado aumentos de matriculação: 48% (Pontevedra), 32% (Ferrol), 25% (Lugo) e 23% (Vigo). Ao todo, 1104 alunos oficiais estudam português atualmente nas EOIs galegas, ao que teríamos de acrescentar os diversos cursos ministrados a docentes e outros coletivos.

Não há ensino do português nas EOIs de Monforte, Viveiro e Ribadeu, o que a DPG considera discriminatório. O português também falta nas secções locais de diversas EOIs, como Negreira, Riveira, Ordes, Noia, Cedeira, Barco, Carvalhinho, Verim, Cangas, Nigram, Lalim, A Estrada, Ponte Areias e Coia (Vigo). Além do caso de Monforte, surpreende-nos a ausência do ensino do português em toda a marinha luguesa ou na vila transfronteiriça de Chaves.

A DPG anima a realizar a pré-inscrição de português na EOI de Monforte e a empreender iniciativas similares nas outras áreas geográficas referidas.

 

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