Estratégias culturais da Galiza no Brasil (II)

Segundo dia centrado na comunicaçom e o áudio-visual

Quarta, 22 Julho 2009 00:00

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Para Luiz Ruffato um valor a destacar seria a possibilidade de estar na Espanha sem mudar de língua

PGL - O segundo dia do Workshop "Estratégias culturais da Galiza no Brasil", que decorre nestes dias em Compostela, estivo centrado na comunicaçom e o áudio-visual. Os três especialistas que compartilharam a sua experiência foram Tata Amaral, directora de cinema, Luiz Ruffato, autor literário e ensaísta (e ex-jornalista na Folha de S. Paulo) e  Raul Juste, correspondente em Pequim do jornal paulistano.

Galiza ainda pouco conhecida no emergente espaço comunicacional brasileiro

Começou o seu depoimento Raul Juste que falou no desconhecimento mútuo entre a Galiza e o Brasil ao nível dos média. No Brasil o aspeto mais conhecido é o Caminho de Santiago graças ao labor de Paulo Coelho mas costuma ser apresentado sem mostrar nunca a cultura e a língua da Galiza.

No entanto, o interesse existe. Quer Manuel Rivas, com o Lápis do Carpinteiro, como Carlos Núñez com o seu último trabalho, tiveram umha página inteira na Folha de São Paulo.

Quanto a iniciativas, Raul Juste salientou que da Galiza podia mostrar-se moda. Afinal, esta é a 3ª indústria do Brasil mas nenhum designer galego é conhecido nesse país. Ainda, organizar roteiros com jornalistas brasileiros na Galiza e vice-versa podia ser um empreendimento rendoso desde que se faga umha boa escolha humana e nas esferas a mostrar: teatro, música moderna...

Luiz Ruffato por sua parte notou que o governo brasileiro pauta as grandes indústrias comunicacionais e com o governo Lula passou-se de um costas-viradas para América Latina a um interesse nesse espaço dentro de umha dinâmica imperialista até o ponto que, segundo ele, o Obama pediu ao Lula para tomar conta da América do Sul.

Dado que a sociedade brasileira é monoglota, um valor que se podia destacar seria a possibilidade de estar na Espanha sem necessidade de mudar de língua.

Raul Juste, por sua parte, destacou que a expansom brasileira fijo com que aumentasse o interesse polo mundo fora havendo hoje um terreno mais fértil para o interesse pola Galiza.

Carlos Quiroga perguntou sobre a importância da Internet e Valentim Fagim notou que umha parte muito importante das visitas aos sites da Agal provinham do Brasil, nomeadamente o dicionário e-Estraviz e o Planeta NH, bem como a existência de cidadáns brasileiros apaixonados pola Galiza que se tornaram em correspondentes no Brasil do PGL, caso de José Carlos Silva. Para Luís Ruffato, a Internet ainda nom era o espaço central de comunicaçom, lugar que ocupava a TV. Para Raul Juste, em dous anos vai haver 100 milhões de usuários da Rede.

França: a porta atual de entrada da indústria cultural brasileira na Europa

O coordenador do evento, Elias Torres, colocou a questom de se à Galiza interessava, em termos comunicacionais, ligar-se ao Norte de Portugal. Em opiniom dos presentes, nom era agregador já que a ex-colónia "tinha canibalizado" a metrópole e a sua produçom (nom sendo a de projecçom internacional) nom tinha espaço no Brasil. Luiz Ruffato salientou que um autor como Lobo Antunes tinha entrado no Brasil polo prestígio ganho na França nom por ser português. Polo contrário, a imagem da Espanha era muito boa, sobretudo a partir dos anos 80.

Umha nova questom colocada polo coordenador do Workshop foi se podia interessar no Brasil o espaço galego para encontrar parcerias que facilitassem a entrada na Europa. Para Luís Ruffato, a indústria cultural é negócio e a porta de entrada na Europa é a França. Portugal nom interessa e a Espanha é refractária à literatura brasileira, por causa do factor hispano-americano.

Enviar pessoas preparadas ao Brasil, sem preconceitos, umha das chaves para ganhar espaços

Após um intervalo passou-se a focar a esfera áudio-visual. A realizadora Tata Amaral marcou a co-produçom como umha estratégia óptima para dar a conhecer a Galiza no Brasil. Por sua parte, para Raul Juste a TV Cultura podia ser de interesse para a TVG.

O representante galego da Agência áudio-visual galega, Ignacio Varela, destacou que o cinema era umha das poucas áreas onde havia umha relaçom estável entre o Brasil e a Galiza, com encontros anuais e ciclos de cinema em ambos os países. À pergunta do escritos Carlos Quiroga sobre se esse protocolo estava para além de avatares políticos, destacou que o novo governo tinha assinado umha nova ediçom do acordo.

Para Raul Juste, o Brasil era um país que oferecia umha grande diversidade cinematográfica nas suas salas, maior que em Nova Iorque, o que era umha oportunidade que aproveitar. Além disso, festivais como o de curtas o de documentários, de tipo vitrine e nom competitivo podia também vir a ser um espaço onde mostrar a realidade galega.

Segundo o jornalista nom era apenas umha questom de dinheiro ganhar espaços no Brasil como de prioridades e estratégias, enviando pessoas preparadas ao Brasil, sem preconceitos. A Galiza devia era fazer um lóbi em Madri para que os canais espanhóis representassem os interesses galegos.

Para finalizar, o editor Samuel León salientou que, para além de grandes acordos, era preciso pequenas acções, pequenos encontros e debates que criassem público. Tenhem pouco custo mas é preciso escolher bem as pessoas e marcar bem os temas a tratar.

No último dia os focos a tratar serám a literatura e a música.

 

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