Crónica da palestra: Língua e Transformaçom Social, de Francisco Rodríguez

As conferências, que tenhem lugar nas terças-feiras, som um foro único no país de debate perseverante sobre a realidade galega

Sábado, 17 Outubro 2009 00:00

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Francisco Rodríguez

PGL – A Agrupaçom Cultural O Facho da Corunha disponibiliza no seu blogue a crónica da palestra Língua e Transformaçom Social, proferida por Francisco Rodríguez. A conferência insere-se dentro do ciclo Língua, literatura e naçom 2009 – 2010.

Como vem sendo frequente, o blogue do Facho, hospedado no domínio da AGAL e redigido em norma galego-portuguesa, oferecerá as conferências gravadas e um resumo do novo ciclo de palestras.

Oferecemos a seguir a crónica na íntegra:

Numha sala lotada de público e após umha sucinta apresentaçom a cargo do presidente da nossa associaçom, Rodríguez Pardo, tomava a palavra o histórico dirigente nacionalista Francisco Rodrigues. A palestra, inserida dentro do ciclo Língua, literatura e naçom, decorreu como é habitual na sala de conferências por parte dos assistentes.

Francisco Rodríguez começou por agradecer o convite ao Facho e informou de que, a seguir, ia fazer umha aproximaçom esquemática e clara sobre a situaçom da língua a nível social em ligaçom com a realidade sócio-política galega.

Rodrigues assinalou que por primeira vez se estavam a produzir discursos muito agressivos contra o nosso idioma. Discursos fabricados em Madrid, exportados directamente à Galiza, e que demonstram a «involuçom democrática que está a sofrer o Estado espanhol», sublinhou. Aliás, analisou as diferentes repercussons que estes ataques tenhem nas distintas naçons sem estado. Assim, enquanto na Catalunha os discursos fanáticos se topan com o guardachuva da classe meia catalá e de 30 anos de política linguística, na Galiza espalham-se à vontade. «Na Galiza nom houvo política linguística», afirmou o secretário geral da UPG.

Em relaçom às políticas em matéria de língua que levou avante o bipartido dixo que «o PP destruiu mais umha intençom do que umha realidade» daí que qualificara as acçons galegófobas da direita espanhola como «desproporcionadas». «Hoje nom é possível o monolinguismo em galego, ligas a umha companhia telefónica ou de avions e nom podes falar galego. Todos temos certo comportamento diglóssico» advertiu Rodrigues com preocupaçom após fazer fincapé no alarmente retrocesso do galego, tal e como tenhem reflectido distintos organismos nacionais e internacionais como as universidades galegas ou a UNESCO. «Agora já há alguns que se atrevem a defender burradas como que o galego nom é a única língua própria da Galiza» exclamou. Tampouco se esqueceu do topónimo da Corunha. Mostrou a sua indignaçom polo facto de que personalidades que exercem cargos públicos podam desobedecer as leis, «imaginades que qualquer de nós nom obedecesse a decissom de um juiz, acusariam-nos de desacato!».

Liberdade ou imposiçom?

Também dissertou o político ferrolano sobre a falsa polémica da livre escolha de língua. «Ningumha língua normal se escolhe. Um menino andaluz nom escolhe falar essa variante do castelhano, vem-lhe dada. Falar de liberdade em termos linguísticos é absurdo» reflexionou. Para além disto, salientou o facto de na Galiza estar todo determinado para que o povo fale espanhol, desde os meios de comunicaçom até a etiquetagem, todo está nessa língua. «A língua é um fenómeno social nom individual e quando há problemas linguísticos estes precisam de soluçons sociais» acrescentou.

Após umha revisom rápida da história da língua galego-portuguesa, o militante do BNG sentenciou, «nos dias de hoje, umha Galiza sem galego é possível, ora bem, umha Galiza sem espanhol nom. Por tanto, qualquer democrata espanhol deveria despreocuparse pola situaçom do espanhol na Galiza».

 

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