Crónica da apresentaçom do livro 'Do Ñ para o NH' em Paris

O presidente da AGAL foi convidado a participar na iniciativa A nossa língua é internacional / Le Galicien, une langue internationale

Quarta, 20 Janeiro 2010 00:00

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Fagim durante a apresentaçom do manual Do Ñ para o NH

Valentim R. Fagim – Uma boa forma de começar Paris é um jantar em Le Refuge du Passé, um localzinho bem chique onde compartim a mesa com Martinha, Aline, César e Eric. Martinha foi a minha caríssima cicerone, leitora na Universidade da Sorbonne Nouvelle, organizadora do evento e umha futura professora cinco estrelas.

Aline é umha mocinha angolana com umha voz que te ultrapassa e umhas bochechas sorridentes. César é um rapaz de Chañe, umha povoaçom perto de Segóvia, tam vibrante como os instrumentos que toca. Eric é professor de linguística, com umha biografia linguística tam rica que parece saída da imaginaçom de um Júlio Verne.

A minha presença ali, bem como a de Aline e César, devia-se a umha iniciativa de Martinha num evento que levava por título um sugerente A nossa língua é internacional / Le Galicien, une langue internationale. Pois é, tamos na mesma onda.


Sara apresenta Valentim R. Fagim


O primeiro acto era um concurso Planeta NH. Cá houve um erro de coordenaçom que nasceu de um preconceito meu, que umha universidade parisina teria wi-fi. Nom tinha. Às vezes, o centro torna-se periferia. Ora, todo professor deve levar consigo um plano B. Jogamos às categorias, sabedes como é, escolhem-se vários temas (Nomes, Animais, Profissões...) e umha letra à toa e com essa letra deve-se conseguir umha palavra por cada tema.

 

Participantes no concurso do Planeta NH

 

Havia 16 pessoas a jogar, a imensa maioria mulheres e filhas de emigrantes. 4 equipas concorreram por diferentes prémios: camisetas, manuais Do Ñ para o NH, cds de música... O prémio mais desejado foi umha camiseta com o lema Falo Galego e umha imagem fálica de um percebe.

As equipas eram MMMS, TLCC, Axoúxere e Diego e as Garotas, que levou o prémio finalmente. Na verdade, todas elas, todos eles, um pessoal super alegre e vital, dessas turmas que todo o professor gosta de ter.

 

Imagem da equipa ganhadora: 'Diego e as garotas'

 

O segundo acto foi a apresentaçom do manual com um público um bocado diferente, mais adulto. Ali estava Daniel que estudou galego porque tinha um amigo da Galiza. Esta experiência foi-lhe de grande utilidade pouco depois quando chamado a umha reportagem fotográfica a Belém, no Brasil, porque graças a ela conseguiu comunicar.

Estava Laura que estuda galego no Instituto Cervantes e que decidiu comprar o manual porque na apresentaçom dixem que pensássemos o que pensássemos sobre galego e português o certo é que a língua do Brasil e de Portugal está ao alcance dos nossos galaicos dedos.

Estavam os pais de José, que como nom pudo assistir envio-nos para o representar e que demostraram um carinho enorme à sua língua na distância da emigraçom, além de serem meus cúmplices ao afirmarem que, com efeito, seus avós diziam quarta, quinta e sexta-feira.

 

Valentim R. Fagim ministrando a conferência

 

Por fim, à noite, velada musical no bar-musical L’Omandis, no Barbés, com amigos galegos, o Marcos, o Felipe ou o Cesáreo, que foi presidente da Casa de Galiza em Paris ou Chantal a leitora de catalám.

Que podo dizer dos músicos? Para além de serem muito bons, mesmo bons, queria destacar o repertório: canções do Brasil, de Portugal, de Angola, em português, em kimbundu, em umbundu, em crioulo. E entre todas elas 3 músicas galegas, Eu chorar, chorei o domingo à tarde, O trem do grande Andrés do Barro e Leverelem dos Marful. Delirante. Temos que mover este duo por toda a Galiza e Portugal. Já conhecedes o ditado popular, a letra com música entra.

 

Aline e César durante o espectáculo musical

 

Outro aspeto que gostaria de salientar foi a riqueza de línguas e sotaques em que me vim envolvido: português (da Galiza, de Portugal, de Angola, do Brasil), castelhano, francês, catalám, inglês... E o que che tem ter umha língua internacional.

 

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