Reacções a umha manifestaçom histórica

O Partido Popular situou a manifestaçom no extremismo e negou representatividade à mobilizaçom mais numerosa dos últimos anos do sector educativo

Sexta, 22 Janeiro 2010 09:36

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Maria Espantoso - Depois na manifestaçom houvo reacções para todos os gostos. Das advertências dos líderes políticos, sociais e sindicais, ao ataque como melhor estratégia defensiva do PP.

Para Anxo Louzao, secretário nacional da CIG-Ensino, «nom há mais saída possível que a retirada das bases» para a elaboraçom do novo decreto, e alertou de que há quem procura «a eliminaçom do nosso idioma como língua útil e o seu desterro do sistema educativo». Em sua opiniom, nom há consensos possíveis se estes nom partirem «do conquistado até o de agora».

Carlos Callón, presidente da Mesa pola Normalizaçom Lingüística, assegurou que se após o clamor popular a Junta nom retira a sua proposta, «Feijóo demonstrará que nom governa pensando na sociedade galega, mas segundo o que lhe ordenam desde a rua Génova [sede estatal do Partido Popular]».

O responsável da entidade normalizadora também lembrou os qualificativos de «extremistas» que do PP dirigírom contra os manifestantes. De facto, a Mesa já anunciou que estudará acções legais contra alguns dirigentes do PP por «calúnias».

Essas acusações foram já denunciadas num artigo de imprensa polos máximos responsáveis na Galiza dos sindicatos espanhóis CCOO e UGT, quem depois da manifestaçom instárom a Junta a «tomar nota» da contestaçom social e a recuperar os consensos anteriores, nomeadamente o Plano Geral de Normalizaçom Lingüística, aprovado por unanimidade no Parlamento da Galiza em 2004.

Outro sindicato estatal, STEG, a maior confederaçom sindical do ensino, instou a Conselharia da Educaçom a «trabalhar eficazmente nos verdadeiros problemas» e exigiu-lhe que «abandone aventuras e experimentos com o nosso alunado por puros interesses partidistas». Se isto nom for assim estaríamos «ante uns governantes irresponsáveis», e continuariam a mobilizar a comunidade educativa «para salvar assim o ensino galego da pior proposta da sua história».

Valorizações políticas

O porta-voz nacional do BNG, Guillerme Vázquez (à esquerda destas linhas) explicou que «esta mobilizaçom do ensino galego, nunca vista na historia deste País, volve pôr de manifesto que o decreto do ensino que apresenta o Partido Popular tem de ser retirado já».

Para Vázquez, quanto mais demorar Feijóo em retirar a sua política lingüística, «mais contestaçom terá». Também salientou a maciça participaçom da sociedade galega na greve e na manifestaçom, pois esta tivo lugar num dia laborável.

Por sua parte, o secretário-geral do PSOE da Galiza, Manuel Vázquez, reclamou «humildade» ao presidente da Junta instou-no a «procurar o consenso» porque nom pode ficar «surdo» aos berros da sociedade galega.

Por este motivo, o líder socialista instou Feijóo a «reflectir» e a retirar a sua proposta de novo decreto para o galego no ensino. «É difícil acreditar que a sociedade galega tenha de botar-se às ruas para denunciar o ataque do PP a um dos nossos sinais de identidade», concluiu o responsável do PSOE.

O PP, instalado no «vale tudo» contra a oposiçom

No entanto, e apesar das advertências que se lhe fizérom por diferentes sectores, o Partido Popular optou por instalar-se no «vale tudo» contra a oposiçom política, mesmo caindo no surrealismo argumental. Assim, às poucas horas da manifestaçom remeteu aos meios de comunicaçom umha nota denunciando a queima de umha bandeira espanhola.

Tratava-se claramente de um facto isolado, mas o PP aproveitou-no para erosionar a imagem pública do PSOE e do BNG. Para os populares, «os 99% dos votantes do PSOE sentírom vergonha hoje da sua formaçom ao constatar a atitude manifestada polo seu secretário-geral caminhando junto aos que prendem lume a um dos símbolos identitários da Espanha e da Galiza». A nota nom diz nada, porém, dos dirigentes dos sindicatos estatais UGT e CCOO, que também participárom na manifestaçom com umha ampla representaçom.

Pola esquerda, José Antonio Gómez (UGT) e Xosé Sánchez Aguión (CCOO)

 

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