O galego, fora das salas do cinema comercial

Com a excepçom de alguns filmes infantis, nem sequer se chega a projectar um filme em galego ao ano

Quarta, 03 Fevereiro 2010 00:00

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Em 2009 nom se estreárom filmes comerciais em galego

M.E. - Na Catalunha estám a luitar para lograr umha quota mínima de exibiçom de filmes em catalám que equipare esta língua com o castelhano nas salas de cinema. A situaçom na Galiza, porém, é bastante diferente.

Enquanto a quota real de mercado do cinema em catalám foi de 0,8% no último ano, na Galiza situa-se num zero absoluto, sem estreias na nossa língua em 2009 e apenas duas em 2008 nas salas comerciais, aquelas que concentram mais de 90% do público de cinema.

Desta maneira, mesmo sendo precária a situaçom na Catalunha, esta pode mudar sensivelmente se sair aprovado o Projecto de Lei do Cinema [PDF], cujo preâmbulo assinala que um dos pilares da futura norma é a consdieraçom da cinematografia e o audiovisual «como sector estratégico nos aspectos cultural, económico e social».

A introduçom lembra aliás que no Comité das Regiões europeias tem-se indicado que as obras cinematográficas tenhem um papel importante «na conformaçom das identidades europeias, tanto no que diz respeito dos aspectos comuns [...] como no que atinge à diversidade cultural [...], fazendo ênfase especial em aspectos como o pluralismo e a diversidade cultural e lingüística», e que o audiovisual e o cinema tenham «ampla influência social».

Finalmente, o preâmbulo assinala que as inovações tecnológicas podem ajudar neste objectivo, tese avalizava por profissionais do sector, que acham que seria possível programar o mesmo filme em duas línguas à mesma hora em diferentes salas, ou mesmo exibi-lo em catalám e com legendas em castelhano.

A polémica está, por enquanto, no temor nalgumhas associações de empresários de salas de cinema em que a grandes distribuidoras —conhecidas como majors na gíria do sector— se neguem a distribuir na Catalunha os últimos filmes polo custo adicional da dobragem ao catalám. Aduzem que umha possível negativa obrigaria a fechar salas pola descida de espectadores e finalmente a despedir pessoal. Contudo, noutros países com um mercado potencial similar ou até inferior as majors também distribuem.

Na Galiza, sem quotas

Seja como for, a situaçom é, como se comentava linhas mais acima, radicalmente diferente na Galiza, pois nem sequer existem quotas mínimas de cinema em galego —quer dobrado, quer legandado—, nem tampouco se prevê que isso se chegue a materializar. Exemplo da precária oferta de cinema comercial na nossa língua temo-lo na web da Secretaria Geral de Política Lingüística, onde podemos comprovar que nos últimos anos a única oferta de cinema em galego fôrom séries de filmes infantis —Doraemon e Shin-chan— e fitas subsidiadas pola Junta, como Pradolongo ou Hotel Tívoli.

Ainda, se repararmos nas obras em destaque de Flocos.tv, web da Agência Galega das Indústrias Culturais, reparamos em que dos nove títulos recomendados, os mais novos som de 2008.

Mais umha vez, parece que terá de ser a Catalunha a ir de avançada para na Galiza começarem a mudar as cousas.