O debate entre Anxo Lorenzo e as equipas de normalizaçom lingüística disponibilizado em vídeo

O professorado denunciou nom ter sido consultado para a elaboraçom do novo decreto

Quinta, 04 Fevereiro 2010 00:00

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Anxo Lorenzo, secretário-geral de Política Lingüística

PGL – O secretário-geral de Política Lingüística, Anxo Lorenzo, participou na Jornada de Formaçom dos Prémios à Inovaçom em Normalizaçom Lingüística 2009-2010, onde tivo oportunidade de conhecer em primeira mao a voz dos professores e professoras dos centros de ensino do País, que se mostrárom indignados com o rascunho do decreto do plurilingüismo.

O debate, que se realizou no passado dia 31 de Janeiro, estivo marcado polas críticas uníssonas ao rascunho do decreto apresentado polo actual governo da Junta. Atendendo às exigências do currículo, os professores, que denunciavam nom ter sido consultados, explicavam que os alunos partem de umha situaçom lingüística muito diferente entre o galego e o castelhano, polo que o nível de competência que desenvolverám nas duas línguas será também muito diferente se se dedicam as mesmas horas sem prestar atençom ao contexto de cada centro.

Nesta linha, umha das professoras presentes questiona o facto de ter que utilizar a mesma receita em todos os centros (33% para cada língua), sem atençom à diversidade ou ao contexto linguístico de cada aluno.

«As crianças estám deixando de falar em galego, entom por que a lei di que se deve promover [o galego], se a lei também di agora que os alunos poderám utilizar a língua da sua preferência?», perguntava umha professora perante as contradiçons. Anxo Lorenzo respondia que o conselho consultivo determinou em 2007 que obrigar a um neno a falar galego numha disciplina ministrada em galego nom era legal. Perante esta resposta, um outro professor trazia à tona um precedente que desbaratou a versom do secretário-geral.

Ainda, os professores chamárom a proposta do inglês de disparate. «Nom tem sentido obrigar numha aula de língua estrangeira a que o alunado utilize essa língua estrangeira», explicava com grande dificuldade o secretário-geral de Política Lingüística.

A resposta do professorado a estas paradoxais palavras foi contundente. Mais de 30 professores e professoras representantes das equipas de normalizaçom lingüística do País, proferírom umha sonora gargalhada, que deixou vermelho a Anxo Lorenzo.

Destacamos a opiniom de umha das professoras presentes na jornada que explicava que o novo decreto cria problemas directos, e que recolhe o sentir dos seus companheiros e companheiras, que secundárom as suas palavras com umha sonora salva de palmas.

Nom se vive a mesma realidade nos gabinetes que nos centros de ensino. Eu convido-o a compartir em qualquer um dos nossos centros a quotidianidade, a vida, as aulas... e comprovar como os nossos nenos, quando menos no Morraço, formam parte de famílias onde os pais, adultos galego-falantes, educam os seus filhos em castelhano. E neste momento esses nenos, nas aulas, já nos dim cousas do tipo: “A mi, mi padre me dijo que tu me tienes que dejar contestar como yo quiera”. [O meu pai dixo-me que tu tes que me deixar responder como eu quiger]. Assim vamos acabar convertendo a colaboraçom, que já existe e funciona muito bem entre as famílias e o centro, num confrontamento que antes nom existia.

O vídeo conclui com as palavras do secretário-geral, que explica que o máximo de aulas que um aluno poderá ter no secundário será 50%, ou entom, daí para baixo. Oferecemos o documento audiovisual a seguir:

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