Crónicas das III Jornadas de Língua de Ourense

Decorreram entre 22 de janeiro e 6 de fevereiro de 2010

Quarta, 10 Fevereiro 2010 09:21

Atençom, abrirá numha nova janela. PDFVersom para impressomEnviar por E-mail
Engadir a del.icio.us Compartilhar no Twitter Compartilhar no Chuza Compartilhar no Facebook Compartilhar no DoMelhor

Mais um ano, as Jornadas foram um sucesso

PGL - Para facilitar a sua consulta, disponibilizamos a série de crónicas que o nosso colaborador António Carvalho publicou no Portal com motivo das III Jornadas de Língua de Ourense. Um testemunho único do qual se podem extrair lições que não caducarão no tempo, reflexões para fazer mais levadeira a espera das IV Jornadas.


 

 

+ Ligações relacionadas:

Língua, música, comunicação... e Lusofonia (ou Galeguia)

Crónicas das III Jornadas de Língua em Ourense (V)

Segunda, 08 Fevereiro 2010 00:00

Atençom, abrirá numha nova janela. PDFVersom para impressomEnviar por E-mail
Engadir a del.icio.us Enviar a Chuza

Ugia Pedreira, Jurjo Souto e Ugia Senlhe

António Carvalho – Emocionante, didática e eclética, assim foi a sexta sessão das Jornadas de Língua que trouxeram a Ourense três músicos de altura, amantes da língua e grandes comunicadores. Ugia Pedreira, Jurjo Souto e Ugia Senlhe ofereceram as suas experiências no campo da música a respeito das estratégias de comunicação da Galiza com a Lusofonia... e nem só.

Ugia Pedreira salientou, a respeito do mundo galego-português, que devemos interesar-nos mais por aquilo que nos une do que por aquilo que nos separa e nessa linha manifestou-se orgulhosa de ser partícipe do movimento reintegracionista, do qual disse admirar a sua capacidade amnésica e humorística. «O reintegracionismo musical –que também existe- e linguístico são uma aventura e espero que nalgum dia, como o feminismo, não sejam necessários», afirmou.

Jurjo Souto, com o seu verbo fluído e persuasivo, disse que era preciso fazermos desaparecer os "ruídos" que fazem com que não vejamos a realidade na sua totalidade. Falou do Zeca Afonso como parte fundamental da origem da nova música galega e da conexão imediata da música portuguesa com o sentimento galego. «Quando a relação, quando a comunicação, como acontece com a música, se produz num contexto fora do ruído que gera o debate de salão sobre a língua a identidade é total», destacou.

Ugia Senlhe chamou a atenção para a peregrinação à procura da origem comum que muitos brasileiros fazem chegando à Galiza e o caminho inverso que estão a fazer muitos galegas e galegos tentando chegar à Lusofonia. «Eu creio que estamos no momento de tentar cantar mais alto, mais forte, com uma só voz e essa só voz necessariamente tem que passar pela Lusofonia, por encontrar uma língua para expressar-se sem complexos e para que nos entendam no mundo», apontou.

E para fechar com chave de ouro uma sessão inesquecível, com um Jurjo Souto fazendo de animador e um auditório entusiasmado, as Ugias interpretaram a viva voz peças como As Sete Mulheres do Minho, Cana Verde ou Verdes São os Campos.

E a noite continuou na Esmorga, com a fantástica atuação do brasileiro Fred Martins.

 

Ugia Pedreira, Jurjo Souto, Ugia Senlhe e Cristina Asenjo

Ouvir o áudio

JavaScript is disabled!
To display this content, you need a JavaScript capable browser.

 

 

 

+ Ligaçons relacionadas: