Do Labirinto Atlântico à Galiza no Século XXI

Priscilianismo, historiografia, trovadorismo, internacionalismo e emigração também tiveram espaço nas III Jornadas de História da Galiza em Ourense

Segunda, 03 Maio 2010 00:00

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Jornadas decorreram durante o passado mês de abril

António Carvalho – Neste 2010, em que se completam os 1600 anos do nascimento do Reino Suevo da Galiza, as diversas conferências das Jornadas de História da Galiza em Ourense, que decorreram na recém passada segunda quinzena de abril, estiveram voltadas para o fomento da reflexão e da crítica.

Os diversos conferencistas reivindicaram as verdadeiras fontes e acontecimentos negados ou silenciados pela historiografia oficialista, num percurso que nos levou dos labirintos atlânticos até à Galiza no século XXI, passando pela importância da figura de Prisciliano na cultura galega, o internacionalismo ou a importância das emigrações desconhecidas, como a dos galegos a Lisboa.

A seguir disponibilizamos um breve resumo de cada conferência, bem como algumas das gravações e material suplementar [as conferências estão ordenadas por cronologia conforme o período histórico, não por ordem de exposição durante as Jornadas]:

O Labirinto Atlântico

Manuel Díaz Regueiro

Hoje sabemos que os galegos repovoaram toda a fachada atlântica depois das últimas glaciações e levaram consigo os seus símbolos mais queridos: os petróglifos "cup and ring com cola".

Segundo vários autores, e as análises genéticas assim o fundamentam, os celtas nascem na Galiza. Também este lugar é o berço dos labirintos, quer dizer, os labirintos galegos são os mais antigos dos conhecidos até o momento e representam a ponta do icebergue duma extraordinária cultura milenária banhada polo Atlântico.

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Monte do Seixo. A Montaña Máxica

(documentário)


Carlos Solha

O monte do Seixo é a montanha da totémica serpe, a montanha da fertilidade, das encruzilhadas, dos oráculos, do Além; a montanha do sol e da lua, a montanha dos nossos deuses primigênios representados em toda a sua magnificência. Mas, no ano 2000, o monte do Seixo foi transformado num desmesurado parque eólico coa anuência dos poderes públicos e para enchente dunha caste empresarial alheia e sem escrúpulos.

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Prisciliano na Cultura Galega


Victorino Pérez Prieto

Prisciliano foi um homem bom ajustiçado por conduta licenciosa e malefício (345-385). Foi Teólogo genial, herege condenado e reabilitado, além de um asceta, iniciador dum movimento social e profeta contra o poder. Enfim, Prisciliano é um mito necessário para a Galiza.

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Historiografia e Fontes Medievais


Anselmo López Carreira

A construção das nações têm as suas raízes na Idade Média. De aí que os pretendidos estados-nação europeus prestassem uma atenção historiográfica a esse período na hora de fundamentar a sua própria existência e legitimidade. Assim aconteceu no caso da elaboração da "Historia de España", para o qual recorreu-se a uma série de ideologemas, que ocupam o lugar das escassíssimas fontes documentais altomedievais. Neste processo tergiversador da realidade histórica (para acomodar o discurso às exigências politicas), a história da Galiza viu-se completamente marginalizada, ocultada ou falseada.

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O tempo político dos trovadores


Camilo Nogueira Román

Um texto da obra España, un enigma histórico de Claudio Sánchez Albornoz ilustra a posição da historiografia oficial espanhola frente à riqueza da literatura galega no tempo dos trovadores e ante a ausência de expressão escrita castelhana em séculos centrais da Idade Média: "Quienes durante los siglos XII y XII, en tierras castellanas", di Albornoz, "se sintieron torturados por una vivacísima sensibilidad lírica, escribieron en gallego. Nadie ha intentado aclararnos la misteriosa adopción de una lengua que no era la de un pueblo imperial, política y culturalmente, por los poetas de una Castilla con una tradición lírica remota; por poetas hijos de un pueblo cuyos villancicos populares tuvieran a la sazón larga y vigorosa historia". Devedor duma ideologia histórica que precisa negar a existência do reino de Gallaecia na Alta Idade Média peninsular para assim, criado o valdeiro, enchê-lo com um passado ilusório para Castela, Sánchez Albornoz não pode esclarecer as razões do uso culto das línguas peninsulares na época que tratamos.

A historiografia espanhola non dá uma explicação sensata à realidade de a língua ter sido hegemônica na poesia em romance durante os séculos XII a XIV em todo o território do centro e do ocidente da península que abrangia os reinos denominados naquele tempo como de Galiza e Leão, Portugal e Castela e Toledo, estendendo-se por Extremadura, Sevilha e outras regiões de Al-Andalus. Partindo das posições castelhanistas sobre o inequívoco predomínio de Castela nessa época - e mesmo no século imediatamente anterior -, o uso culto do galego torna-se, efetivamente, numa rareza politicamente incompreensível, para a qual se  procuram peregrinas interpretações baseadas na sua singular capacidade para a expressão lírica.

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Internacionalismo e cultura galega no último milénio. Arte, literatura e projeto didático


Xulio Pardo de Neyra

Trata-se de aprofundar na qualidade internacionalista que a cultura da Galiza gerou neste último milénio, analisando os três momentos mais destacados deste projeto: o medievalismo e o facto trovadoresco, o barroco e a ilustração e o vanguardismo do século XX. São, portanto três pontos mais que senlheiros num devir inçado polo internacionalismo mais requintado.

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Galegos en Lisboa, a historia xamais contada

(documentário)


Xan Leira

As catástrofes naturais que abalaram Lisboa nos s.XVI e XVIII propiciaram a emigração maciça de galegos que iam trabalhar nas reconstruções urgentes. Para lá foram também muitos adolescentes, fugindo do serviço militar nas guerras coloniais de ultramar, e de cote levaram uma vida marginal. Depois, o empresariado, o sindicalismo e o republicanismo foram âmbitos com participacção galega. A pesar da sua importância, a emigração da Galiza para Portugal, sem exclusão de clichês negativos, permanece no desconhecimento geral.

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Um mundo em mudança. G-21 A Galiza no s. XXI


Artur Alonso Novelhe

Reflexão sobre o domínio Ocidental do Orbe, desde que a chegada dos portugueses ao Japão iniciara a globalização comercial que atingiria seu auge na década de 90 do século XX. Globalização comercial, que está a impulsionar a globalização econômica e que terá de completar-se com a globalização cultural, política e linguística: período futuro para o que tal vez estamos já caminhando e que agora está a dar seus inícios, a pesar da crise sistêmica, ajudado pela nova revolução tecnológica.

Análise histórica do início e expansão do Domínio Americano. Império único na história capaz de conceber a ideia de domínio total: económico, financeiro, comercial, científico-técnico e político.

Análise muito breve das tendências a seguir e da inclusão da Galiza no novo cenário.

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