Palestra sobre a Lusofonia no IES Martaguisela do Barco

Na palestra predominou o aspeto lúdico, e mesmo houve concurso musical

Quinta, 03 Junho 2010 08:21

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O ambiente foi distendido e lúdico

PGL - Valentim R. Fagim esteve recentemente no IES Martaguisela, do Barco de Valdeorras, na fronteira administrativa com Castela e Leão, para ministrar ao alunado uma palestra sobre a Lusofonia, convidado pola ENL.

A situação geográfica da vila barquense, junto com a forte presença de imigrantes, quer de países lusófonos, quer doutros lugares, implica um importante repto para a Equipa de Normalização Lingüística (ENL) do instituto.

Embora a palestra começasse às 11:20 horas e a viagem desde Santiago demorasse mais de 2 horas e meia, da ENL enfatizam que Fagim chegou ao IES Martaguisela com muita antecedência, para testar que tudo estava certo.

Às 11:20 recebeu a primeira turma de alunos, completamente desmotivada. «Começou a fazer perguntas —Valentim não explica, faz perguntas— e os alunos começaram a descobrir —os alunos não aprenderam, descobriram—», explicam da ENL. Aos poucos minutos estavam todos, ou quase todos, «interessados por uma cultura e uma língua com a que conviveram desde sempre e que, no entanto, desconheciam: a língua portuguesa».

 

Os alunos não sabiam que 230 milhões de pessoas falassem português no mundo e aprenderam-no; ignoravam que o galego e o português eram muito parecidos e ficaram a saber que é quase a mesma coisa; não conheciam nenhum escritor português, ficaram a conhecer; julgavam não conhecer quase nenhum cantor ou grupo musical e descobriram que conheciam mais dos que pensavam.

Porém, do que mais gostaram os alunos não foi de descobrir, «mas da competição». Porque a palestra de Valentim R. Fagim incluía também um concurso musical, onde os alunos, distribuídos por equipas de quatro, «concorreram rijamente por ver quem preenchia mais ocos numa canção de Adriana Calcanhoto, ganhando as equipas vencedoras exemplares para todos do manual  Do Ñ para o NH».

 

Ao terminar o ato, Fagim, professor em excedência na EOI de Ourense, pediu para a ENL lhe comunicar se a palestra tinha servido realmente para encorajar o alunado a estudar português. As expetativas duma resposta positiva para o próximo ano letivo são grandes, a julgar pela enquisa passada  aos alunos para a avaliação da atividade, com respostas como:

«Antes não gostava e descobri que é muito importante para o futuro», «Descobri que há mais falantes dos que pensava», «Descobri que há muitos países que falam português», «Descobri que o Brasil vai ser uma potência mundial e que, portanto, é importante saber o seu idioma» ou «Antes não me parecia importante, mas agora sim, porque te pode abrir caminhos».

 

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