Sucesso ridiculista e brutalidade policial na manifestaçom polo apartheid lingüístico na Galiza

Segunda, 09 Fevereiro 2009 08:35

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Perto de cem ridiculistas enfrentárom com humor a galegofobia de Galicia Bilingüe

PGL - Entre 2.000 e 4.000 pessoas (menos que em qualquer manifestaçom polo galego) assistírom ontem a Compostela para defender o apartheid lingüístico na Galiza, um regime em favor da primazia do castelhano através da derrogaçom de toda a fraca legisçom que deveria proteger a língua galega. Porém, a cidadania galega nom ficou calada perante esta agressom.

Grupos de ridiculistas convocados e coordenados por Sei O Que Nos Figestes... nos Últimos 525 Anos e apoiados por UPeyDeyros,Tan Gallego Como el Gazpacho, a Mesa Contra el Libertinaje Lingüístico ou As Mil Filhas de Pita lográrom juntar perto de cem pessoas na Alameda compostelana (a polícia fala em 40, mas a realidade das imagens é teimosa).

Para frear este perigoso grupo de subversivos que atacavam com música de charanga disfarçados de toureiros, folclóricas espanholas, guardas civis, freiras, bispos ou inquisidores foi necessária umha dúzia de agentes antidistúrbios chegados em quatro carrinhas. Ao berro de «¡hasta aquí habéis llegado!» impedírom que o colectivo musical se unisse à manifestaçom de Galicia Bilingüe (em adiante, GB), que apoiavam inequivocamente.

Os agentes nom sabiam ao que se enfrentavam e mesmo pareciam ter vontade de briga para dissolver o grupo, e ao começo, quando cortárom o passo, repartírom alguns paus (com nom mui boa pontaria) e dispensárom empurrões para fazer recuar os ridiculistas à ponta da Alameda mais afastada da manifestaçom de GB.

 

Grande dotaçom de antidistúrbios para controlar os ridiculistas

 

Provavelmente a presença de meios de comunicaçom tam diversos como a estaçom radiofónica Onda Cero, o semanário A Nosa Terra, a agência EFE, Xornal de Galicia, La Voz de Galicia e meia dúzia de câmaras de outros meios disuadiu os agentes de se exporem ao ridículo de malharem num indefenso grupo de gente disfarçada com ânimo humorístico.

 

Carlos Campoy (disfarçado de bispo) arenga as tropas ridiculistas

 

Detenções e agressões

Nom ocorreu o mesmo com três subversivos de Isca!, que fôrom detidos polas forças da ordem por se disfarçarem de vacas e assistirem com essas pintas a um acto tam sério como umha manifestaçom polo extermínio do galego da vida pública.

Mas à vista do que aconteceu, as vacas de Isca! podem bruar tranqüilas, pois menos sorte tivérom outros manifestantes de número indeterminado mas vinculados a opções políticas independentistas que fôrom objecto de insulto e agressom por parte dos manifestantes de GB e posteriormente polas forças de segurança (que velárom pola integridade física dos espanholistas mas nom pola de outros cidadãos).

Detençom de um dos militantes de Isca!

 

Devido a isso, hoje triunfa nos jornais e noticiários a impressom de que os de GB fôrom vítimas e que um grupo muito minoritário tomou as ruas da Compostela velha seguindo tácticas de guerrilha urbana. Também este senhor foi considerado mártir, quando o certo é é que os testemunhos gráficos d'A Nosa Terra e especialmente de GZVídeos demonstram que nem os meios de comunicaçom tomárom a sério o seu trabalho e que a vítima e mártir era realmente um energúmeno e o único agressor.

E tudo isto, com a denunciável colaboraçom dos antidistúrbios, que dérom toda umha liçom de brutalidade policial, prepotência, arbitrariedade e ignorância. Exemplo do primeiro, o feito de que Carlos Morais, dirigente de Nós-UP, acabou no serviço de urgências hospitalárias por mor dos ferimentos que lhe causárom. Exemplo do segundo, as burlas aos contramanifestantes e ameaças como «te damos a escoger: o te quedas aquí o te llevas unas hostias».

 

Carlos Morais, responsável nacional de Nós-UP, acabou no serviço de urgências
hospitalárias pola brutal malheira policial

 

Exemplo do terceiro, o que relata Roberto Noguerol para Vieiros, que fala de identificações a pessoas polo simples facto de falarem galego. E exemplo de ignorância, o facto de demonstrarem desconhecer a normativa sobre manifestações e contramanifestações, a vulneraçom (sempre que pudérom) do direito à informaçom... ou, como relata Xornal de Galicia, a retençom de reporteiros gráficos, obrigados alguns a se identificarem com carnés profissionais (desaparecidos aquando o fim da ditadura!) ou a apagarem fotografias enquanto escuitavam ameaças como «ya tendréis noticias nuestras».

Duas varas de medir

Da cultura democrática da polícia fala bem que os ridiculistas (totalmente pacíficos) fossem impedidos de amenizar a manifestaçom a ritmo de passodobres (espanhóis, é claro), enquanto organizações e partidos de pouca ou nula tradiçom pacífica como a Falange Española (extrema-direita fascista), a mal chamada Asociación por la Tolerancia de Cataluña, os supremacistas espanhóis do Círculo Balear (defensores da desapariçom do catalão das Ilhas Baleares), a Plataforma para la Libertad de Elección Lingüística de País Vasco ou a sempre questionada Asociación de Víctimas del Terrorismo (grupo ligado ao Partido Popular) pudérom manifestar-se e provocar sem problema. Entre todos estes, destacados membros do Partido Popular e de Unión Progreso y Democracia.

Convocatória política

Nom é um segredo que a manifestação galegófoba de Compostela se enquadra na precampanha das eleições autonómicas. As sondagens publicadas em todos os meios indicam que se repetirá o governo de coligaçom entre o PSOE e o Bloco Nacionalista Galego (BNG). Ambas as formações políticas tinham exibido já de jeito oficial a sua rejeiçom à convocatória antigalega.

 

Vídeo Contramanifestaçom em defesa da Língua

 

Vídeo Acçom de Isca: Vacas contra o espanholismo

 

Concentraçons em solidariedade com os detidos

Segundo comunicado chegado ao PGL, «o movimento popular chama aos solidários e solidárias com as pessoas detidas em defesa da língua» às seguintes citas para a segunda-feira, 9 de Fevereiro:

09:00 hh nos Julgados de Fontinhas. Está previsto que desde essa mesma hora comecem a chegar os detidos para serem apresentados perante o juiz, e acto seguido, presume-se, serám postos em liberdade e recebidos polos solidários.

20:00 hh na Praça do Toral. Manifestaçom em protesto pola repressom no domingo.

Ambas as convocatórias estám apoiada polo conjunto de movimentos sociais, e por todas as organizaçons implicadas na resposta à marcha de Galicia Bilingüe.

Além destas mobilizaçons em Santiago, circulam já mais duas convocatórias solidárias para as cidades de Vigo e Corunha, também a segunda-feira.

20:00 hh no Marco de Vigo.

20:00 hh no Obelisco da Corunha.

 

Sunday Pottery Sunday: The Movie

[Actualizaçom 15 de Fevereiro de 2008]

Mais info: www.seioque.com | www.gzvideos.info

 

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