GZnación entrevista professor Estraviz

«O castelhano na Galiza é um invasor e nom se lhe pode conceder o papel que nom lhe corresponde»

Sexta, 03 Julho 2009 21:18

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Professor Isaac Alonso Estraviz

PGL - O portal GZnación traz hoje em destaque umha entrevista com o professor Isaac Alonso Estraviz com motivo da renovaçom e actualizaçom do dicionário electrónico que leva o seu nome, o e-Estraviz.

Na entrevista, o conhecido lexicógrafo explica para o GZnación a origem do dicionário, que segundo ele «passou por muitos avatares», especialmente polas dificuldades expostas por Ramón Piñeiro, que mesmo provcárom a recissom do contrato que tinha com Galáxia devido à negativa de Estraviz recusar a ortografia do ILG para a sua obra.

Com motivo dessa circunstância, em 1983 intentou-se editar através da editora corunhesa NÓS, mas esta afinal faliu e «criámos a editora Alhena em Madrid, onde saiu em três grandes volumes» o dicionário já no ano 1986. E desses três volumes passou-se a um único com a ediçom feita em 1995 por Sotelo Blanco.

No entanto, «o dicionário que eu esperava publicar só se conseguiu em 2005»: tratava-se da primeira versom do e-Estraviz, fruto do trabalho coordenado da equipa formada por Sabela Agrelo, Jesus Miguel Conde, Mário Herrero, Raquel Miragaia, André Outeiro, José Manuel Outeiro, José Henrique Peres Rodrigues, Manuela Ribeira, Valentim R. Fagim, Miguel R. Penas, José Maria Rodrigues, José Luís Valinha, Fernando Vázquez Corredoira e Vítor Manuel Lourenço, além do próprio Estraviz.

Na entrevista, o lexicógrafo explica algumhas das funcionalidades da versom electrónica do dicionário, como a compatibilidade com a pesquisa ILG-RAG. «O dicionário está só na normativa conhecida como da AGAL ou reintegracionista. O que acontece é que se pode procurar em qualquer das normas existentes: escreves nación ou nazón, nação e sai-che naçom e ali se explica que entendemos os galegos por naçom. Nesse sentido é um dicionário válido para oficialistas, portugueses e reintegracionistas».

Sobre os limites do projecto, Isaac Alonso Estraviz nom acha que por enquanto existam. «Recolher e seguir recolhendo até que a morte nom che permita continuar. Ainda há muito léxico patrimonial sem recolher», sentencia.

Novoneyra

Estraviz foi também perguntado pola decisom da RAG de nom conceder o Dia das Letras a Carvalho Calero, mas a Uxío Novoneyra. O lexicógrafo explicou a sua amizade com o poeta courelão, que se prolongou até o momento mesmo de este morrer, e do qual salientou «o seu imenso amor à Terra. Um grande patriota e nacionalista galego». No entanto, reconheceu nom acreditar nas homenagens do Dia das Letras por serem «uma folclorada mais de umas instituições e um governo que nom crêem no que dizem».

 

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