Conversamos com a associaçom de maes e pais Agarimar

«Acreditamos nas cooperativas como forma de organizar-se e achamos que no que respeita ao ensino temos mais que aprender nós das nossas crianças que elas de nós»

Quinta, 30 Julho 2009 00:00

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Tenda instalada por Agarimar no Dia da Pátria

PGL - No passado 25 de julho, Dia da Pátria, a associaçom de maes e pais Agarimar visitou a capital galega para somar apoios, fazer ouvir as suas reclamaçons e ensinar a toda aquela pessoa que tiver interesse a linha de trabalho que, como colectivo, estám a seguir.

Com umha tenda instalada no parque de Belvis, na qual houvo espaço para actividades lúdicas como o balonismo artístico, a actuaçom de Touporroutou ou a hora de pintar com o Nilson, a associaçom tivo ainda tempo para atender as dúvidas que tínhamos do Portal Galego da Língua.

 

PGL - Agarimar constitui-se em junho mas, quando nasceu a necessidade de criar o colectivo?

Agarimar - Ainda que este tipo de carências organizativas podam ser intuídas ou demandadas por qualquer membro da comunidade nacional de que nos sentimos parte, a verdade é que foi fundamentalmente umha necessidade vital de membros dessa comunidade a que nos levou no último ano a pôr as bases da associaçom.

PGL - Quantas pessoas há actualmente envolvidas?

Agarimar - Arredor de vinte, sem contar as crianças, fôrom as que participárom no encontro constitutivo do Couto Misto, mas neste primeiro mês de andaina já se somou algumha mais. De qualquer forma, nom é a nossa intençom somar gente por somar senom que intentamos que a gente se achegue ao colectivo por necessidade. De nom sentirmos a necessidade colectiva dumha outra criança dificilmente chegaremos a acadá-la.

PGL - Quais som as vossas principais preocupaçons?

Agarimar - Por umha banda, poder desenvolver umha criança com apego que respeite os ciclos e os ritmos de cada neno ou nena através da promoçom da lactaçom, o parto respeitado, o co-leito, a educaçom nom directiva e demais opçons que no seu conjunto formam o que se conhece como criança natural. Para além disto, a nossa condiçom de galegos e galegas fai que a nossa língua e cultura nacional seja hoje em dia a outra preocupaçom principal.

PGL - O ensino em galego, sobretudo na etapa infantil, tem muitas travas na Galiza. O que se pode fazer contra disto?

Agarimar - A nossa recomendaçom primordial é juntar-se e organizar-se. Ninguém nos vai tirar as castanhas do lume, ou começamos a gerir e governar as nossas vidas desde já ou a longa noite de pedra acabará em morte. Sem pressom social nom haverá mudanças reais.

Todas conhecemos qual é a situaçom que nos atopamos quando temos que levar as crianças à escola pública , enfrentando  a espanholizaçom e a educaçom em valores consumistas e patriarcais . A dia de hoje existem poucas alternativas polo que é umha necessidade real começar a mudar esta situaçom.

PGL - Acreditais nas cooperativas de ensino privado como soluçom ao problema do ensino em castelhano?

Agarimar - Acreditamos nas cooperativas como forma de organizar-se e achamos que no que respeita ao ensino temos mais que aprender nós das nossas filhas e filhos que elas de nós próprios. Quanto ao debate público/privado achamos que é um debate viciado já que hoje em dia tanto um quanto o outro oferecem umha educaçom com um nível de valores similar. Seja como for, quando abre um centro social na Galiza ninguém se pergunta se é público ou privado e apesar de existirem centros sociais da administraçom em quase todos os concelhos, temos claro que som os primeiros a que há que ajudar e potenciar. Entom, a nível do ensino, achamos que deveríamos actuar em conseqüência.

PGL - Na Assembleia constitutiva a procura de um modelo de educaçom nacional estava entre as vossas preocupaçons. Em quê consistiria? Quais deveriam ser os seus pilares?

Agarimar - Cientes de o desenvolvimento de um modelo de educaçom nacional ser a longo prazo, estamos em disposiçom de expor as bases ou pilares deste. É por isso que começamos a andaina da associaçom com o debate e a procura destes piares educativos e é por isso que já apontámos para a criança natural e para a língua e cultura nacional como alvo das nossas aspiraçons.

PGL - O vosso blogue conta com umha 'Bebeteca'. Como podem as pessoas participar nela, fornecendo e utilizando os objectos?

Agarimar - A bebeteca foi pensada como serviço entre membros da associaçom, mas se calhar vamos ter de abri-la à gente e aos colectivos, já que a repercussom alcançada com a ideia está a ser muito positiva. De facto, um colectivo de Ourense já nos ofereceu mais objectos para a criança que tenhem ao seu dispor. Daqui animamos a gente a colaborar enviando-nos as fotos dos objectos para a criança que podam emprestar. Nós pendurámo-las no blogue e pomos em contacto as partes.

PGL - O vosso projecto é muito ambicioso (Plataforma editorial, publicaçom periódica, instituiçom educativa que cubra todos os níveis do ensino...). Quais som os objectivos imediatos?

Agarimar - Bom, o projecto da Escola Popular Galega nom é nosso. É um projecto em que está a trabalhar muita outra gente e ao qual nós nos somamos como associaçom de maes e pais com o compromisso de estabelecer um espaço para a criança na que já de facto é sede nacional da Escola na rua real da zona velha de Vigo. Coincidimos, isso sim, na qualificaçom de ambicioso para o projecto e achamos que será a capacidade de somar vontades deste o único que pode levá-lo à plena realizaçom dos objectivos fixados.


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