'Galicia Hoxe' entrevista professor Estraviz

Com motivo de o dicionário electrónico e-Estraviz ultrapassar as 125 mil entradas

Quarta, 30 Dezembro 2009 00:00

Atençom, abrirá numha nova janela. PDFVersom para impressomEnviar por E-mail
Engadir a del.icio.us Compartilhar no Twitter Compartilhar no Chuza Compartilhar no Facebook Compartilhar no DoMelhor

O professor Isaac Alonso Estraviz

PGL - O diário Galicia Hoxe publicou ontem umha alargada entrevista com o lexicógrafo Isaac Alonso Estraviz com motivo de o e-Estraviz ultrapassar a simbólica cifra de 125 mil entradas, o que o converte "no mais grande dos dicionários galegos em linha", indica o jornal.

Do Galicia Hoxe lembram que o Dicionario Xerais chegou na última ediçom em papel às 100 mil entradas, "mas nom contará com umha versom electrónica até 2010", enquanto o dicionário da Real Academia Galega "nom passa, polo momento, das 25 mil entradas", ao tempo que o dicionário da editora Ir Indo contém "algo mais de 65 mil".

Na entrevista, o professor ourensano explica como se realiza o processo de actualizaçom desta obra magna, trabalho que se realiza bem porque ele próprio se dá conta de que faltam algumhas palavras, "outras porque as ouço, anoto e comprovo que nom estám recolhidas, quer entradas completas, quer algumha definiçom". Alémdisto, outras definições ampliam-se e melhoram-se "para que sejam mais compreensíveis para o comum da gente".

Mas Estraviz também dá importância às numerosas colaborações recebidas, em particular às de José António Meixueiro, a quem definiuc omo "um grande amante da nossa cultura" e que enviou um material que "ascende a 120 folhas e ainda espera enviar outro tanto", e explicou que, venham de quem vierem, "todas as sugestões som examinadas e agradecidas muito atentamente".

O lexicógrafo também se refere ao apartado técnico, salientando a possibilidade de que o e-Estraviz poda consultar-se também com pesquisas em normativa oficial. No entanto, matiza que "o importante de um dicionário é que tenha o léxico autêntico que se procura de uma língua".

O 'medo' do oficialismo

Na alargada entrevista no Galicia Hoxe, Isaac Alonso Estraviz também se refere a outras questões, como as variantes dialectais do galego, as declarações lusófilas da Junta ou a candidatura de Xosé Luís Méndez Ferrín à presidência da RAG.

Sobre o primeiro dos temas, o lexicógrafo explica que há muitas variantes dialectais comuns a Portugal, e que há "um grande medo a reconhecer que falamos o mesmo que falam os portugueses ou que eles falam o mesmo que falamos nós". Um medo que liga ao "medo oficialista a reconhecerem que em Espanha há duas línguas de ámbito internacional e o medo a que os galegos nos reconheçamos de nacionalidade portuguesa".

E ilustra esta afirmaçom com o exemplo de que "em inglês uma mesma palavra com as memas letras é pronunciada de modo diferente na Inglaterra, EUA ou na África do Sul. Quem se atreve a dizer que o castelhano de Argentina é idêntico ao de Espanha. E contudo, ninguém nega a unidade. Unidade nom significa uniformidade".

Sobre as declarações públicas da Junta com certo carácter lusófilo, Estraviz vê nelas "uma repugnante tragi-comédia. Fraga ainda era uma pessoa um bocado inteligente. Destes que podes esperar?", deixando claro que nom acredita na solidez destes dsicursos.

Ferrín e a RAG

Por último, sobre a candidatura de Ferrín à presidência da RAG, o professor ourensano assinala que a Academia, "fora dos tempos de Murguia, nunca fez nada polo galego". Na sua opiniom, no mundo literário galego "há muitos mais válidos do que ele". Contudo, "seja ele ou seja outro, nós temos que seguir o nosso projecto independentemente de quem estiver nesse organismo. E o galego salvar-se-á por nós nom por eles", finalizando que "o caminho a seguir é o que está a marcar, de uma maneira discreta e prudente, a AGLP".

 

+ Ligações relaciondas: