Begonha Caamanho: «Vam assinar a execuçom do galego»

A jornalista fala da actualidade lingüística na Galiza

Terça, 26 Janeiro 2010 00:00

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PGL - O diário Galicia Hoxe publicou recentemente umha alargada entrevista com a jornalista Begonha Caamanho (Vigo, 1969), redactora do "Diário Cultural", um dos espaços mais veteranos da Rádio Galega.

Perguntada pola actualidade da língua da Galiza, Caamanho assinala que nom existe um «trilingüismo harmónico» como também nom um «bilingüismo harmónico». Lembra a jornalista que este último termo fora criado e amplamente difundido na época de Manuel Fraga, mas que nom deixava de ser «umha falácia, umha completa mentira», pois ao seu ver é impossível falar de harmonia «quando há umha situaçom tam dissimétrica entre o castelhano e o galego».

Caamanho lembra que existe umha pressom constante do espanhol em todos os ámbitos, e que se nom forem adoptadas as decisons «políticas e económicas» para mudar essa realidade, há de corresponder ao ensino o papel de «elemento equilibrador, potenciando o conhecimento, estudo e uso da língua menorizada, que é a nossa». Porém, observa no rascunho de novo decreto «nom a defunçom, mas a execuçom do galego».

Perguntada acerca das pessoas que apenas vem na língua um instrumento de comunicaçom, responde à galega, isto é, com umha outra pergunta. «Aos que pensem que o idioma é só um veículo de comunicaçom perguntaria-lhes primeiro o que é que entendem por comunicaçom e o que querem comunicar ao mundo a partir das suas posiçons reducionistas», e assinala que se apenas se tratasse de simples ferramentas teriam triunfado iniciativas como a do esperanto.


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