Entrevista aos realizadores do documentário 'Entre Línguas' no jornal virtual do Barbança

«No actual mundo das comunicaçons, é absurdo que haja instituiçons empenhadas em fechar as fronteiras do galego a quatro províncias»

Segunda, 15 Março 2010 00:00

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Os tres directores, Aveledo, Vila Verde e Maragoto, nun receso en Olivença (Portugal)

PGL – João Aveledo, Eduardo S. Maragoto e Vanessa Vila Verde fôrom entrevistados polo jornal Certo, para falar sobre o documentário Entre línguas 2010.

Ao longo da fronteira com Portugal do Estado espanhol, há quatro territórios que, por diferentes fitos históricos, som agora espanhóis mas falam uns dialectos que qualquer um poderia perceber como muito próximos do galego. Vanessa Vila Verde, Eduardo Maragoto e Joâo Aveledo juntárom esforços e partilhárom umha viagem por estes territórios para aprofundar no seu conhecimento. Unha investigaçom de marcado rigor filológico que agora reflectem no Entre Línguas 2010.

Na entrevista, os realizadores do documentário, pagado na íntegra dos seus petos, apontam que «desde que se começou a falar do 'galego de Cáceres' chamou-nos a atençom a teoria que circulava na Galiza de que esse fenómeno era derivado de umha antiga repovoaçom de galegos que tinham ido parar à serra de Gata. Chamava-nos a atençom que, sendo um dialecto fronteiriço, nom tivesse nada que ver com as falas do outro lado da fronteira. De maneira que, produto de umha curiosidade filológica, figemos as primeiras viagens a essa terra chamada Xalma. Confirmamos que tinha muita relaçom com a língua falada no lado português e entom decidimos comparar a fala do Xalma com outras falas de territórios com origem portuguesa e que hoje em dia tenhem soberania espanhola. E decidimos gravar esses dialectos, que já se encontram no limite da desapariçom em muitos casos».

Perguntados sobre a etiqueta que deve portar por nome a língua falada naqueles territórios, a equipa de realizaçom do documentário argumenta: «Nós nom pensamos que o galego e o português sejam línguas diferentes, assim que nom nos preocupam muito as discrepáncias terminológicas. Porém, o que constatamos nas nossas viagens é que, sempre que o português é falado em Espanha, normalmente porque um antigo território desse país fica do lado espanhol, vai evoluindo de tal maneira que se acaba tornando mui semelhante ao galego, indistinguível em muitos casos. Isso foi o que provocou que na Galiza se pensasse que em Cáceres se falava galego, isto é, que a Cáceres foram parar galegos. Se umha pessoa galega nom tem conhecimentos filológicos terá muitas dificuldades em situar fora da Comunidade Autónoma Galega as pessoas que gravamos em todos estes territórios fronteiriços. Por isso dizemos que som os outros galegos de que nada sabíamos».

Ainda, na entrevista dá-se conta do trabalho de documentaçom que há por trás do documentário, das actividades do colectivo Glu-Glu (Galego Língua Útil-Galego Língua Universal), e sobre a nova onda de documentários produzidos na Galiza.

A entrevista, acompanhada de interessantes fotografias da filmaçom do documentário, pode ser lida na íntegra nesta ligaçom.

 

Ver o tráiler de Entre Línguas

 

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