Eduardo Maragoto: «É necessário documentar as realidades de quem vive 'Entre Línguas'»

A obra é a estreia no campo audiovisual dos dous realizadores e da realizadora

Sexta, 26 Março 2010 00:00

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Os três directores, Aveledo, Vila Verde e Maragoto, num recesso em Olivença (Portugal)

PGL – O portal GZnación publicou recentemente umha crónica-entrevista do documentário Entre línguas, em que falam com um dos realizadores do filme, Eduardo S. Maragoto.

Na entrevista, Maragoto explica a nova hipótese que oferece o documentário, que nasceu da desconfiança da tese de repovoaçom de galegos como origem dos dialectos falados no vale do Xalma.

«Confirmamos que maioritariamente se trata de português com castelhano sobreposto. Som falares que nos séculos XII e XIII começárom a se formarem ao se moverem os limites entre os países, igual que no caso do galego», explica Eduardo, que nom acreditava na tese da repovoaçom de galegos como origem do fenómeno.

Nesta linha, o documentarista e professor de português, destaca o caso de Olivença, já que é a mais próxima a Portugal e na que menos se fala galego. «Isto é assim porque foi a mais recente em incorporar-se ao Estado espanhol -1801- e o processo de "descrédito" foi muito mais acusado do que no caso, por exemplo, do vale do Xalma, no que gente nova decide aprender a falar coma os avós e onde há bastante auto-consciência do facto diferencial», explica.

Segundo indicou o promotor da iniciativa, «excepto o Xalma, esa realidade era totalmente descoñecida na Galiza e é o primeiro estudo que se realiza na lingüística galega. Porém, em Portugal e Espanha já se tinha estudado algo sobre o tema, mas a princípios do século XX. Na Galiza foi toda umha surpresa».

 

Ver o tráiler de Entre Línguas

 

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