Valentim R. Fagim: «O português é umha vantagem competitiva, e parece como que se esconde»

Na alargada conversa fai um percurso polos pontos de interesse do ámbito reintegracionista

Quarta, 07 Julho 2010 00:00

Atençom, abrirá numha nova janela. PDFVersom para impressomEnviar por E-mail
Engadir a del.icio.us Compartilhar no Twitter Compartilhar no Chuza Compartilhar no Facebook Compartilhar no DoMelhor

PGL - O presidente da AGAL, Valentim R.Fagim foi entrevistado recentemente polos blogues de temática luso-galaica Além do Minho e Menos mal que nos queda Portugal.

Na alargada entrevista fai-se um percurso polos pontos de interesse sobre o mundo do reintegracionismo: passado, presente e futuro, a celebraçom do Ano Carvalho Calero, a aprendizagem do português na Galiza ou umha breve análise da actualidade.

Quanto a passado e presente, Fagim destacou a mudança de geraçom na própria AGAL, da geraçom que estivo presente no conflito normativo da década de '80 a, precisamente, as que nasceram naquela altura. Daquela época aos últimos anos, considera que «fomos demasiado filológicos, e pretendíamos que toda a sociedade fosse filóloga, e nom tem sentido», mas reconhece que devido à dureza do confronto, «todos teríamos agido como eles». Ao seu ver, a estratégia hoje passa polo discurso da utilidade da proposta reintegracionista, porque «com o tema identitário nom chegas, ou chegas a mui pouca gente».

Na entrevista, o presidente da AGAL fala da sua ligaçom da pedagogia, fruto da qual chegárom os livros O galego (im)possível e Do Ñ para o NH, e, em breve, um outro projecto em parceria com José Ramom Pichel cujo título seria O galego é umha oportunidade.

Na conversa também se tocam outros temas 'quentes. Assim, Fagim nom elude pronunciar-se sobre a nom eleiçom de Carvalho Calero para o Dia das Letras de 2010. «Primou a covardia. É dizer, 'como fazemos para dedicar um ano a umha pessoa que questiona o que nós defendemos?'. Mas a valentia precisamente é isso, ser capaz de dedicar um ano a essa pessoa, isso seria espectacular, falaria mui bem deles. Mas claro, isso nem todo o mundo é capaz de fazê-lo». Precisamente, quando às actividades para homenagear o ilustre ferrolano, avançou que ainda haverá «surpresas».

Como professor de português que é, também houvo espaço para tratar a questom do ensino desta variante da nossa íngua na Galiza, no qual vê umha oportunidade que políticos e sociedade nom querem ver e que para ele é «umha vantagem competitiva, e parece como que se esconde. Já nom é questom de que nom tenhamos ensino de português, que já é incrível, mas é que a geraçons e geraçons de estudantes nom se mostra que graças ao galego podem chegar ao português».

Por último achegou umha ideia para desenvolver no futuro, «tentai criar redes sociais que nos reforcem e nos apoiemos uns aos outros. Redes sociais de todo o tipo: lúdicas, profissionais». Como exemplo colocou o filme Milk (2008), baseado no activista gai Harvey Milk, quem percorre todas as lojas de um bairro de Sam Francisco e pregunta se aí vam tratar bem os gais, e fai umha lista com quem respondem de maniera afirmativa e umha outra com a que nom. «Em cinco anos, as lojas que nom tratam bem os gais vam fechando, e as que sim, sobem». Em sua opiniom, com o galego cumpre fazer algo parecido e apoiar projectos que tratem bem a língua. «É algo super simples de fazer e é super poderoso».

 

+ Ligaçons relacionadas: