Anxo Tarrío acha factível maior aproximaçom entre a ortografia oficialista e a portuguesa

O catedrático de Filologia cuida que mesmo se poderiam implementar os dígrafos NH e LH 

Segunda, 03 Novembro 2008 09:00

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Entrevista com Anxo Tarrío na ediçom digital do 'Galicia Hoxe'

PGL - «Eu vejo bem que se intente achegar o mais possível a escrita do galego à do português». Som reflexões de Anxo Tarrío Varela, catedrático de Filologia, numha extensa entrevista que publica o jornal Galicia Hoxe e na qual realiza um percurso pessoal e académico por questões da cultura, língua e literatura galegas.

Perguntado polo seu posicionamento respeito da chamada normativa da concórdia, Anxo Tarrío valoriza positivamente umha aproximaçom respeito do sistema gráfico do português, se bem a limita ao ponto no qual «a ortografia comece a desvirtuar o sistema lingüístico galego», se bem nom aclara em que consistiria isto.

A resposta de Tarrío continua, e exibe-se favorável de que as mudanças na normativa oficialista do galego nom se detenham na reforminha de 2003, a qual, para ele, «ficou algo curta». O catedrático de Filologia veria também com bons olhos a possibilidade de adoptar os dígrafos NH e LH polos actuais Ñ e LL, e aponta a que é factível porque os actuais usos do NH na norma oficialista (para marcar a nasal velar no meio de palavras) só atingem «um pequeno inventário fechado».

Importância do galego

Na entrevista, Tarrío também realiza uma defesa férrea da importância da língua galega. «Galiza, sem o idioma, será um apêndice periférico do Estado». Afirma também que o idioma «é o património cultural mais prezado que tenhem as sociedades históricas. Polo tanto, o galego é a alfaia que melhor devemos cuidar».

O catedrático critica também a qualidade do galego de boa parte dos dirigentes do país. «Muitos políticos deveriam fazer cursos sérios de reciclado lingüístico», assegura.

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